Bahia não tem tornozeleira para prisão domiciliar de Geddel
A Polícia Federal informou em nota nesta sexta-feira 14 que a Superintendência da Bahia "não dispõe de sistema de monitoramento eletrônico de pessoas", conhecido como tornozeleira eletrônica; com isso, a prisão domiciliar do ex-ministro Geddel Vieira Lima não poderá ser monitorada pela Justiça; o noticiário local informou o desembarque do ex-ministro, em Salvador, na madrugada desta sexta; Geddel foi solto em Brasília, mesmo sem tornozeleira eletrônica, após decisão do desembargador Ney Bello, do TRF-1
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Sayonara Moreno - correspondente da Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) informou, em nota enviada no início da tarde de hoje (14), que a Superintendência da Bahia "não dispõe de sistema de monitoramento eletrônico de pessoas", conhecido como tornozeleira eletrônica. Com isso, a prisão domiciliar do ex-ministro Geddel Vieira Lima não poderá ser monitorada pela Justiça.
A nota da PF ainda explica que o equipamento é de atribuição do sistema prisional federal ou do estado. No entanto, o órgão afirma a impossibilidade de cumprir a decisão da 10ª Vara Federal, em Brasília, que determina que, no prazo de 48 horas, a Superintendência da PF forneça a tornozeleira para uso de Geddel.
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP) informou que "ainda não possui tornozeleiras eletrônicas". A pasta afirma que fez duas licitações para a compra do equipamento: a primeira, para aquisição de 300 tornozeleiras, "já em fase final de homologação", com previsão de entrega para o próximo mês. A segunda licitação prevê a compra de 3.200 equipamentos de monitoramento eletrônico de pessoas.
O noticiário local informou o desembarque do ex-ministro, em Salvador, na madrugada desta sexta. A defesa de Geddel não foi localizada para confirmar a chegada dele a Salvador e a Polícia Federal também não quis confirmar.
A falta de tornozeleira eletrônica em Brasília, onde Geddel estava preso, atrasou sua soltura em um dia. Ele só foi solto depois que o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), determinou o uso quando chegasse à sua casa em Salvador.
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