Auler: PF quis relacionar Memorial da Anistia ao PT
Jornalista Marcelo Auler diz que nos interrogatórios feitos na quarta-feira (06/12), do reitor, vice-reitora, ex-vices-reitoras e servidores da UFMG, a Polícia Federal buscou relacionar o projeto do Memorial da Anistia Política com o Memorial da Democracia que o Instituto Lula um dia pensou em fazer e acabou transformado em memorial virtual; o Memorial da Democracia que o Instituto Lula pretendeu um dia fazer foi bastante explorado na demonização do petismo; o prefeito Gilberto Kassab doou um terreno no centro de São Paulo para sediá-lo, mas o Ministério Público ingressou com ação contra a doação
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Marcelo Auler, em seu blog:
Nos interrogatórios feitos na quarta-feira (06/12), do reitor, vice-reitora, ex-vices-reitoras, professores e servidores da Universidade Federal de Minas Gerais, a Polícia Federal buscou, através de algumas perguntas, relacionar o projeto do Memorial da Anistia Política que a universidade vem tocando, com o Memorial da Democracia que o Instituto Lula um dia pensou em fazer e acabou transformado em memorial virtual.
Os dois projetos tiveram a participação da historiadora e museóloga reconhecida, Heloísa Starling, ex-vice-reitora da UFMG. Ela coordena o projeto museográfico do Memorial da Anistia Política – MAP e participou das discussões em torno do Museu da Democracia. O Memorial Virtual da Democracia foi lançado oficialmente em ato realizado em Belo Horizonte no dia 10 de julho passado.
Heloísa, assim como os demais “conduzidos coercitivamente” à Polícia Federal, não está se manifestando a respeito por orientação dos advogados. Alegam, como admitiu um dos professores da universidade ao Blog, “prudência (na origem, prudentia: a melhor decisão em meio às circunstâncias de cada momento)”.
Uma “prudência” exagerada, uma vez que nada impede a Universidade de vir a público e detalhar a história do seu memorial sem correr o risco de estar vazando informações de processo sigiloso. Ao que parece, o medo a imobilizou, ainda que digam que não.
O Memorial da Democracia que o Instituto Lula pretendeu um dia fazer já gerou muita polêmica, bastante explorada na demonização do petismo. Na época do prefeito Gilberto Kassab à frente da prefeitura paulista, um terreno no centro de São Paulo foi doado para sediá-lo. Mas o Ministério Público ingressou com ação contra a doação.
Nas confusões criadas pela Lava Jato e pela imprensa em geral, envolveram um terreno que a Odebrecht queria negociar para o Instituto Lula fazer sua nova sede com a ideia do Memorial. Neste, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendia guardar o acervo que acumulou durante seus dois mandatos.
O terreno, porém, nunca pertenceu ao Instituto que continua na sua antiga sede, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O Memorial, hoje, é totalmente virtual.
Confira a íntegra do texto no site do jornalista Marcelo Auler
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