Augusto no Governo seria tão estranho quanto Ana Lúcia na prefeitura

A comparação foi feita pelo prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM) ao comentar a quase adesão do deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) ao Governo, que está sendo comandado interinamente por Jackson Barreto (PMDB); o prefeito, no entanto, nega que tenha feito a cabeça de Augusto para ele desistir de indicar sua irmã, a professora Ada Bezerra, para o cargo de secretária da Articulação Política e Relações Institucionais; João disse ainda que é muito cedo para se falar em processo eleitoral de 2014; “a gente não sabe como estará esse cenário daqui a um ano”, avaliou  

Augusto no Governo seria tão estranho quanto Ana Lúcia na prefeitura
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Valter Lima, do Sergipe 247 – O prefeito João Alves Filho reconheceu, nesta quarta-feira (24), durante coletiva de imprensa, que lhe causou estranheza a quase adesão do deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) ao Governo, através da indicação da irmã do parlamentar, Ada Celestino Bezerra, para a titularidade da Secretaria Estadual da Articulação Política e das Relações Institucionais. A posse ocorreria na tarde da última terça-feira (23), mas Augusto desistiu horas antes, depois de uma longa conversa com o prefeito de Aracaju. No entanto, João nega que tenha forçado o deputado a desistir do acordo.

“As bases que apóiam o deputado, segundo ele mesmo disse, argumentaram com ele que isso não era bom. Quando falou comigo, ele já trouxe a decisão de que as bases não tinham concordado. Eu respeitei. Da minha parte, eu posso ter dado uma opinião de dizer que acho que era uma decisão dele, mas, naturalmente, que a ida do secretário-geral do partido [cargo que Augusto ocupa nas instâncias partidárias] para uma posição dessas teria conseqüências para o partido, inclusive, para minha imagem como presidente do DEM”, afirmou João.

O prefeito disse, inclusive, que não chegou nem a ser previamente consultado, nem por Augusto, nem pelo governador em exercício Jackson Barreto (PMDB), o que o deixou claramente contrariado. “Agora, primeiro, eu não fui comunicado, nem previamente consultado, nem pelo governador Jackson Barreto, nem por ele. Eu fui saber oficialmente antes de ontem. Acho que numa negociação dessas, se houvesse negociação, ele teria que me consultar previamente, tanto ele, quanto o próprio governador, que também é presidente de partido”, ressaltou.

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E foi mais adiante: “Se tivesse com Déda no Governo e eu então chamasse Ana Lucia para ocupar uma secretaria na prefeitura, seria um fato de muito estranhamento. Tenho respeito muito grande pela deputada, mas temos divergências partidárias. É uma pessoa de peso no partido dela. Se eu fizesse esse convite e ela aceitasse, causaria estranheza na opinião pública e já fariam deduções sobre alianças”.

Neste sentido, João negou que esteja fazendo qualquer acordo pensando em 2014. “Minha preocupação hoje é com a prefeitura de Aracaju. Eu não falo em 2014 porque não está na minha cabeça e eu não falaria nem sob tortura. Imagine tomar decisão agora de apoiar cicrano, beltrano, até porque não sei ainda quais serão os caminhos no próximo ano. Tancredo Neves me ensinou uma coisa que nunca esqueço: política não se faz com as realidades nem do ano, nem do mês, nem da semana. Se toma decisão com a realidade do dia, então a gente não sabe como estará esse cenário daqui a um ano”, afirmou.

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Foto: Silvio Rocha/PMA

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