Atrevido, Geddel desafia Planalto. Continua na Caixa?
Que leitura a presidente Dilma Rousseff fará da decisão do vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, de apoiar ACM Neto (DEM) no segundo turno da disputa pela Prefeitura do Salvador contra o petista Nelson Pelegrino? Neto é hoje um dos mais ferrenhos opositores ao governo federal e também ao governo da Bahia, de Jaques Wagner, com quem Geddel rompeu em 2009 para ser candidato à sua sucessão em 2010
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Romulo Faro_Bahia 247
Em mais uma demonstração de que é um político destemido (e não se pode negar seu potencial de articulação), o ex-ministro da Integração Nacional e atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, foi de encontro ao entendimento do Planalto e entrou de corpo e alma na campanha de ACM Neto, do DEM, pela Prefeitura do Salvador.
Embora diga que uma coisa não tem nada a ver com a outra, a movimentação sela a tão sonhada união das oposições na Bahia, composta por DEM, PMDB e PSDB (que eles queriam que tivesse acontecido no primeiro turno), para tentar tirar o PT do poder depois de oito anos, a partir de 1º de janeiro de 2015, quando Jaques Wagner deixará o Palácio de Ondina.
Agora, a pergunta que não quer calar: o atrevido Geddel vai entregar o cargo a presidente Dilma Rousseff? Em entrevista coletiva nesta terça-feira (9), o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, antecipou a decisão do partido de apoiar ACM Neto e ainda disse que seu correligionário entregará o cargo nos próximos dias.
Ontem mesmo, no Twitter, Geddel negou e disse que não tratou deste assunto com o senador.
Nos bastidores, as informações dão conta que a chefe da nação está muito desapontada com a atitude do peemedebista baiano. Há quem diga também que o vice-presidente da República, Michel Temer, gostaria de que o PMDB baiano seguisse a linha que o partido adotou em São Paulo, ao vestir nesta semana a camisa de Fernando Haddad, que está no segundo turno com o tucano José Serra.
Agora é esperar para ver os próximos passos de Geddel, Dilma e Temer.
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