Ativistas antiaborto criticam decisão do Google de proibir anúncios sobre referendo

A mudança de política acontece um dia após o Facebook dizer que não aceitaria mais anúncios de fora do país que buscam influenciar o referendo. O Google foi além e disse que não aceitaria nenhum anúncio relacionado ao referendo, não apenas de grupos ou de indivíduos que buscam influenciar a votação.

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Ativistas antiaborto criticam decisão do Google de proibir anúncios sobre referendo


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(Reuters) - O Google anunciou nesta quarta-feira planos de suspender propagandas ligadas ao referendo sobre aborto que será realizado na Irlanda em 25 de maio, provocando reação furiosa de ativistas antiaborto, que disseram que a decisão os prejudica mais.

A mudança de política acontece um dia após o Facebook dizer que não aceitaria mais anúncios de fora do país que buscam influenciar o referendo.

O Google foi além e disse que não aceitaria nenhum anúncio relacionado ao referendo, não apenas de grupos ou de indivíduos que buscam influenciar a votação.

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“Decidimos interromper todos os anúncios relacionados ao referendo irlandês sobre a Oitava Emenda”, disse um porta-voz do Google.

O referendo da Irlanda sobre a possibilidade de liberalizar suas leis de aborto dará aos eleitores a primeira oportunidade em 35 anos para revogar uma proibição constitucional que por muito tempo dividiu a outrora nação profundamente católica.

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A alteração da política do Google entrará em vigor a partir de 10 de maio e inclui anúncios no YouTube. A medida permanecerá em vigor até depois do referendo.

Ativistas antiaborto reagiram com fúria à ação, argumentando que isso os priva de uma plataforma fundamental para sua mensagem e representa uma tentativa de ajudar aqueles que preferem um regime de aborto mais liberal.

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“É escandaloso, é uma tentativa de fraudar o referendo”, disse o grupo Save the 8th em comunicado.

“A única plataforma disponível para que a campanha do Não pudesse falar diretamente com os eleitores era online. Essa plataforma está sendo minada para evitar que o público ouça a mensagem de um lado.”

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Por Graham Fahy

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