Ataídes quer discutir transparência das pesquisas eleitorais
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado deve analisar um requerimento do parlamentar Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que pede audiência pública para debater as pesquisas eleitorais; o presidente da sigla tucana no Tocantins sugere possível manipulação do voto; de acordo com o parlamentar, será questionado se os tribunais eleitorais fiscalizam de maneira eficaz esse tipo de pesquisa; “O que não podemos admitir, de forma alguma, são eventuais manipulações políticas ou o uso indevido de metodologias para favorecer um ou outro candidato”
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Tocantins 247 - A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado deve analisar nesta quarta-feira (9) um requerimento do parlamentar Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que pede audiência pública para debater as pesquisas eleitorais. O presidente da sigla tucana no Tocantins sugere possível manipulação do voto. De acordo com o parlamentar, será questionado se os tribunais eleitorais fiscalizam de maneira eficaz esse tipo de pesquisa. “O que não podemos admitir, de forma alguma, são eventuais manipulações políticas ou o uso indevido de metodologias para favorecer um ou outro candidato”, destaca.
O congressista informou que, se for aprovado o requerimento de audiência pública, serão convidados para discutir o modelo usado nas pesquisas eleitorais os presidentes do Ibope, do Datafolha e da Serpes. O tucano afirmou que também devem ser ouvidos o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, cientistas políticos e representantes do Conselho Federal de Estatística.
“Não raro, cidadãos utilizam os números apresentados pelas pesquisas para tomar decisões pragmáticas, tais como a escolha por um voto útil em detrimento de voto de princípios, ou ainda, a escolha de um candidato, entre dois, com mais potencial de enfrentamento de um terceiro”, anota na justificativa do requerimento. “Os institutos de pesquisa têm falhado sistematicamente ao apontar candidatos favoritos país afora. O Ibope, por exemplo, errou dois terços dos resultados das eleições em 2014. O que está em jogo é a confiabilidade desse tipo de pesquisa”, disse.
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