Associação de juízes alagoanos critica Barbosa

Crítica foi feita pelo presidente da Associação Alagoana dos Magistrados, Pedro Ivens, durante reunião no pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas; para ele, o Congresso Nacional também foi agredido; críticas do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, a proposta de criação de quatro novos tribunais regionais federais, ainda não foi digerida; desembargador James Magalhães elogiou o posicionamento o presidente da Almagis e também reclamou o presidente do Supremo

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Alagoas247 - O presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), Pedro Ivens, pediu licença aos desembargadores que conduziam os trabalhos no pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), na manhã desta terça-feira (9), para manifestar repúdio ao posicionamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que criticou a posição de associações de juízes que defenderam a criação de quatro novos tribunais regionais federais, proposta aprovada pela Câmara na semana passada com o apoio das associações de juízes.

Para Pedro Ivens, o Congresso Nacional foi amplamente agredido pelo ministro, que afirmou que a associação de juízes teria participado, de maneira sorrateira, na aprovação. “Foi uma ofensa à magistratura nacional e ao congresso, que jamais é influenciado por decisão nenhuma”, afirmou Pedro Ivens.

O desembargador James Magalhães apoiou e elogiou o posicionamento o presidente da Almagis, se pronunciando sobre o assunto no pleno do Tribunal de Justiça. “Pela primeira vez, eu assisto a um espetáculo que eu jamais esperava assistir no Supremo, principalmente partindo de um ministro. Não posso me calar e me associo também a esse repúdio. É dessa forma que a magistratura se fortalece, porque um juiz medroso não pode vestir a toga”, disse.

O presidente do TJ, José Carlos Malta Marques, não ficou satisfeito com a discussão referente ao assunto no pleno, afirmando que se trata de uma questão nacional, que não diz respeito ao Tribunal de Justiça de Alagoas e que, por isso, o TJ não deve se pronunciar sobre o assunto.

 “Essa discussão não vem à tona. Não sabemos da realidade dos fatos. Eu acho que essa matéria deve passar ao largo do TJ. Essa questão não deve ser trazida por essa instituição e, se for discutida no Estado, que seja na Almagis e não no TJ”, ressaltou.

 

Com gazetaweb.com

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