Após recuo do governo, médicos protestam em SP
Cerca de 200 médicos, segundo cálculo da Polícia Militar, protestaram na Avenida Paulista contra o Programa Mais Médicos, lançado este mês pelo governo federal; com cartazes e apoiados por carros de som, os manifestantes fecharam um dos sentidos da pista; apesar de o governo ter recuado da proposta de ampliar em dois anos a graduação em medicina, os manifestantes criticam a possibilidade de entrada de médicos estrangeiros no país sem a revalidação do diploma
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Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Cerca de 200 médicos, segundo cálculo da Polícia Militar, protestam neste momento, na Avenida Paulista, contra o Programa Mais Médicos, lançado este mês pelo governo federal. Com cartazes e apoiados por carros de som, os manifestantes fecham um dos sentidos da pista. Apesar de o governo ter recuado hoje (31) da proposta de ampliar em dois anos a graduação em medicina, os manifestantes criticam a possibilidade de entrada de médicos estrangeiros no país sem a revalidação do diploma.
O protesto começou na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, foi para a Paulista e será encerrado na Rua da Consolação, onde está sediado o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).
Para o presidente da APM, Florisval Meinão, o recuo do governo na questão do aumento do período de graduação em medicina era necessário, porque "a proposta é inaceitável e inadmissível, do ponto de vista técnico". No entanto, Mainão ainda demostrou desconfiança em relação à proposta do governo. "Parece que o recém-formado, de uma maneira ou de outra, será enviado para atender a essa população mais vulnerável." O Programa Mais Médicos prevê o trabalho que os recém-formados trabalhem na periferia dos grandes centros e em cidades do interior, onde faltam profissionais de saúde.
Como alternativa à proposta do governo, o presidente da Associação Paulista de Medicina voltou a defender mais investimentos para a saúde e a criação de um plano de carreira público para os médicos. "Enquanto não se tratar da questão do financiamento, não há como levar uma saúde de qualidade para a população", afirmou o médico.
Edição: Nádia Franco
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