Após prisões, Metrô ficará sem segurança
Os 158 policiais ferroviários federais, responsáveis pela segurança do metrô recifense, retornarão ao trabalho, mas apenas para baterem o ponto e não terem seus salários cortados, até que a situação seja regularizada no Ministério da Justiça; sindicato da categoria realizará uma assembleia na próxima terça-feira para decidir se haverá greve ou não
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Leonardo Lucena _PE247 – Membros do Sindicato dos Policiais Ferroviários de Pernambuco (Sionpolferr) realizarão uma assembleia na próxima terça-feira (5) para decidir se a categoria vai ou não entrar em greve. Os 158 policiais ferroviários federais, responsáveis pela segurança do metrô recifense, retornarão ao trabalho, mas apenas para baterem o ponto a fim de não terem os seus salários cortados. Ou seja, o sistema de metrô continuará sem segurança até que os guardas tenham a sua situação regularizada junto ao Ministério da Justiça.
O caso ganhou polêmica após a Polícia Federal (PF) ter prendido 23 policiais ferroviários federais, nesta quarta-feira (27), cuja voz de prisão foi dada pelo delegado Eduardo Passos, alegando que eles não teriam autorização par aportarem armas de fogo. Os 158 policiais resolveram acompanhar os seus colegas de trabalho na sede da PF, no Bairro do Recife, região central da capital. Os presos foram liberados depois que o Sionpolferr pagou fiança de um salário mínimo (R$ 678) para cada segurança. Também tiveram de assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por terem praticado "usurpação de função pública".
A PF entende que, de acordo com a lei 12.462, os policiais ferroviários atuam junto à Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU) e não ao Ministério da Justiça, o que impede os seguranças portarem armas de fogo. Ainda segundo a PF, a portaria 3.252, que foi publicada no Diário Oficial da União em 21 de dezembro do ano passado, instalou um Grupo de Trabalho (GT) para elaborar um projeto com o objetivo de criar a Polícia Ferroviária Federal (PFF). Isso porque, teoricamente e sob o ponto de vista institucional, a PFF não existe, sem normatização. Como consequência, os policiais não poderiam portar armas. O sindicato da categoria é que busca a criação da PFF.
"Não existe Polícia Ferroviária Federal, não existe policial ferroviário federal", declarou na manhã desta quinta-feira (28) o delegado federal Bernardo Torres, em entrevista coletiva. "Todo órgão de polícia precisa de normatização. Não existe um diretor da PFF, superintendente ou corregedor. O que existe é um sindicato de uma categoria que reclama esse direito. Não há um curso de preparo, não há uma direção", acrescentou.
Embora a PF tenha dito que a PFF tinha sido alertada sobre a proibição de os seguranças andarem armados, por outro lado, o sindicato nega que tenha recebido tal notificação. De todo modo, a CBTU informou, por meio de nota, que está em contato com o Ministério da Justiça para regularizar a situação dos policias ferroviários.
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