Após paralisação, Suape retoma operações

A mobilização de trabalhadores em Pernambuco, próximo ao Porto de Suape, começou por volta das 5h e os acessos ao local foram fechados; o protesto acabou por volta das 10h e as operações do terminal já foram retomadas; de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, há oito pontos de interdição em vias federais do Estado, nas rodovias BR 101, 428 e 104

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Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A mobilização de trabalhadores em Pernambuco, próximo ao Porto de Suape, começou por volta das 5h, no Dia Nacional de Luta, convocado por centrais sindicais. No início da manhã, foram fechados acessos ao terminal portuário. Os ônibus com trabalhadores foram impedidos de entrar no local. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há oito pontos de interdição em vias do federais estado, nas rodovias BR 101, 428 e 104. A PRF orienta os motoristas a evitarem viajar hoje.

De acordo com a assessoria de imprensa de Suape, foi feita uma assembleia com cerca de 350 trabalhadores, que terminou por volta das 9h30. No terminal, trabalham 25 mil pessoas e mais 50 mil, nas obras de ampliação de Suape. Agora, os manifestantes estão se dispersando. Hoje deverá ser um dia com manifestações por todo o país.

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Ainda de acordo com a assessoria do terminal, a polícia conseguiu restabelecer o fluxo de veículos no local e, no momento, o trânsito está normal. O centro administrativo de Suape está funcionando, assim como a maioria das 105 empresas que operam no porto. No final do dia, a assessoria de Suape divulga um balanço das empresas que tiveram operações paralisadas.

Sobre as ações em rodovias que cortam o estado de Pernambuco, há pouco, foi liberada a interdição em São Caetano, município próximo a Caruaru, e em Belém do São Francisco, a 486 quilômetros de Recife.

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As principais reivindicações dos trabalhadores, pelo Dia Nacional de Luta, são pelo fim do fator previdenciário, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários, pela aceleração da reforma agrária e pela aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação e de 10% do Orçamento da União para a saúde. Organizações sindicais e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) organizam o ato.

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