Após dez anos, acusado da Operação Navalha é inocentado pela Justiça

Adeílson Bezerra foi um dos acusados na Operação Navalha, da PF, em 2007, que visava desbaratar esquemas de corrupção  relacionados à contratação de obras públicas em Alagoas feitas pelo governo federal; ele foi preso e exonerado do cargo de secretário de Infraestrutura do governo Teotonio Vilela (PSDB); agora, 10 aos e sete meses depois, a quarta turma do TRF da 5a Região julgou por unanimidade improcedente a denúncia contra ele e outros acusados no processo:“fui vítima de bulling político”, resumiu o ex-secretário que viu a sua carreira política literalmente ir pro brejo

Adeílson Bezerra foi um dos acusados na Operação Navalha, da PF, em 2007, que visava desbaratar esquemas de corrupção  relacionados à contratação de obras públicas em Alagoas feitas pelo governo federal; ele foi preso e exonerado do cargo de secretário de Infraestrutura do governo Teotonio Vilela (PSDB); agora, 10 aos e sete meses depois, a quarta turma do TRF da 5a Região julgou por unanimidade improcedente a denúncia contra ele e outros acusados no processo:“fui vítima de bulling político”, resumiu o ex-secretário que viu a sua carreira política literalmente ir pro brejo
Adeílson Bezerra foi um dos acusados na Operação Navalha, da PF, em 2007, que visava desbaratar esquemas de corrupção  relacionados à contratação de obras públicas em Alagoas feitas pelo governo federal; ele foi preso e exonerado do cargo de secretário de Infraestrutura do governo Teotonio Vilela (PSDB); agora, 10 aos e sete meses depois, a quarta turma do TRF da 5a Região julgou por unanimidade improcedente a denúncia contra ele e outros acusados no processo:“fui vítima de bulling político”, resumiu o ex-secretário que viu a sua carreira política literalmente ir pro brejo (Foto: Voney Malta)


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Por Edivaldo  Júnior/gazetaweb.com - Adeilson Bezerra tinha até 2007 uma carreira promissora na política. Secretário de Infra Estrutura de Alagoas no primeiro governo de Teotonio Vilela Filho (por indicação do PMDB) alguns apostavam até que ele chegaria a ministro, dada a sua ligação à época com senador Renan Calheiros.

A carreira foi pro brejo. Literalmente. E desde então, Bezerra enfrentou um longo processo, só encerrado nesta terça-feira, 12, após 10 anos e quase sete meses. Após investigação foi preso por um curto período e, logo em seguida exonerado do cargo. Desde então, tem vivido numa especie de limbo da política, que acaba de traduzir, após uma longa reflexão: “fui vítima de bulling político”, resume.

Bezerra, assim como o próprio Téo Vilela e alguns dos seus assessores mais próximos (caso de João ferro) foi acusado na operação Navalha, deflagrada no dia 17 de maio de 2007. A Navalha, para quem não lembra, foi a precursora da Lava Jato, com ramificações em vários estados, a partir de Brasília.

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Em 2016, o STF já havia anulado a investigação e a denúncia por falta de provas. A acusação no entanto continuou, por recurso do Ministério Público Federal, em tribunais federais regionais. Nesta terça, Bezerra gravou um vídeo que cuidou logo de espalhar pelas redes sociais comunicando que a quarta turma do TRF da 5aRegião julgou por unanimidade improcedente a denúncia contra ele e vários outros acusados no processo.

“Estou livre, finalmente. Agora, não tem mais recursos, não tem mais acusação, vou poder seguir como sempre desejei, de cabeça erguida”, afirma Bezerra.

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Observatório

Não que Bezerra tenha deixado de trabalhar todos esses anos. Ele partiu para a advogacia e tem um escritório bem concorrido hoje. Também se tornou num hábil construtor de coligações, ajudando a formar chapas proporcionais que já renderam a eleição de deputados estaduais e federal. “Alguns dos acusados tiveram até depressão. Eu decidi fazer do limão a limonada e agora quero seguir monitorando todas essas ações de MPF, PF e Justiça, num observatório para alertar para os abusos que são cometidos em vários casos como o meu”, desabafa.

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Vítima de “bulling” político em AL: após mais de 10 anos, Bezerra é absolvido pela Justiça

Adeilson Bezerra era, até 2007 um jovem com carreira promissora. Secretário de Infra Estrutura de Alagoas no primeiro governo de Teotonio Vilela Filho (por indicação do PMDB) alguns apostavam até que ele chegaria a ministro, dada a sua ligação, à época com senador Renan Calheiros.

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A carreira foi pro brejo. Literalmente. E desde então, Bezerra enfrentou um longo processo, só encerrado nesta terça-feira, 12, após 10 anos e sete meses. Após investigação foi preso por um curto período e, logo em seguida exonerado do cargo. Desde então, ele tem vivido numa especie de limbo da política, que acaba de traduzir, após uma longa reflexão: “fui vítima de bulling político”, resume.

Bezerra, assim como o próprio Téo Vilela e alguns dos seus assessores mais próximos (caso de João ferro) foi acusado na operação Navalha, deflagrada no dia 17 de maio de 2007. A Navalha, para quem não lembra, foi a precursora da Lava Jato, com ramificações em vários estados, a partir de Brasília.

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Em 2016, o STF já havia anulado a investigação e a denúncia por falta de provas. A acusação no entanto continuou, por recurso do Ministério Público Federal, em tribunais federais regionais. Nesta terça, Bezerra gravou um vídeo que cuidou logo de espalhar pelas redes sociais comunicando que a quarta turma do TRF da 5aRegião julgou por unanimidade improcedente a denúncia contra ele e vários outros acusados no processo.

“Estou livre, finalmente. Agora, não tem mais recursos, não tem mais acusação, vou poder seguir como sempre desejei, de cabeça erguida”, afirma Bezerra.

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Observatório

Não que Bezerra tenha deixado de trabalhar todos esses anos. Ele partiu para a advogacia e tem um escritório bem concorrido hoje. Também se tornou num hábil construtor de coligações, ajudando a formar chapas proporcionais que já renderam a eleição de deputados estaduais e federal. “Alguns dos acusados tiveram até depressão. Eu decidi fazer do limão a limonada e agora quero seguir monitorando todas essas ações de MPF, PF e Justiça, num observatório para alertar para os abusos que são cometidos em vários casos como o meu”, desabafa.

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A operação

A Operação Navalha deflagrada pela Polícia Federal do Brasil no dia 17 de maio de 2007 visou desbaratar esquemas de corrupção relacionados à contratação de obras públicas feitas pelo governo federal. As supostas acusações levaram à queda do ministro de Minas e Energia Silas Rondeau na semana seguinte. Em Alagoas, o objetivo da ação foi desarticular uma suposta organização criminosa que atuava desviando recursos públicos federais.

Gravações da Polícia Federal (PF) apontaram um suposto envolvimento do governador de Alagoas, Teotônio Vilela FIlho (PSDB), no favorecimento à construtora Gautama no Estado, de acordo com o site G1. Segundo a PF, a diretora comercial da Gautama, Fátima Palmeira, seria responsável pelo pagamento de propina no governo alagoano.

A empresa teria interesse na liberação de dinheiro para construção de barragens e até um encontro entre o governador alagoano e o dono da Gautama, Zuleido Veras, teria sido organizado pelo representante do governo de Alagoas, Enéas de Alencastro, conforme gravações., onde aparece um homem chamado JF. JF, segundo a Polícia, seria João Ferro, interlocutor de Zuleido com Teotônio Vilela.

A assessoria do governador disse que João Ferro é diretor do Centro de Convenções de Alagoas e que o governador desconhece o envolvimento de João Ferro com a Gautama.

A acusação contra Adeilson

Adeilson Teixeira Bezerra, à época Secretário de Infra-Estrutura de Alagoas teria atuado para liberar ordem de pagamento em favor da Gautama de mais de R$ 3 milhões. Teria recebido R$ 145 mil de Zuleido Veras, proprietário da construtora.

Versão: O G1 ligou para o número de telefone registrado em nome de Bezerra, mas ninguém atende as ligações. O governo de Alagoas informou que o governador Teotônio Vilela (PSDB) afastou todos os servidores envolvidos no caso até a conclusão das investigações. O governador também pediu à Controladoria-Geral do Estado que faça auditorias em todos os contratos de obras entre o governo e a construtora Gautama

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