Apesar da crise, varejo da RMR cresceu 4% em 2012

O varejo da Região Metropolitana do Recife (RMR) cresceu 4% em 2012 quando em comparação com o exercício anterior; o percentual aumenta para 5% quando incluído o desempenho das concessionárias de veículos; desde o início do ciclo de crescimento, iniciado em 2004, o aumento nas vendas representa um incremento real de 104,8%

Apesar da crise, varejo da RMR cresceu 4% em 2012
Apesar da crise, varejo da RMR cresceu 4% em 2012 (Foto: Steven Romero)


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PE247 - O varejo da Região Metropolitana do Recife (RMR) cresceu 4% em 2012 quando em comparação com o exercício anterior. O percentual aumenta para 5% quando incluído o desempenho das concessionárias de veículos. Desde o início do ciclo de crescimento, iniciado em 2004, o aumento nas vendas representa um incremento real de 104,8% em nove anos, ou seja, o volume vendido mais que duplicou.

A pesquisa sobre o desempenho do varejo da RMR, feita pela Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), aponta que desde 2004 a massa salarial subiu 72,2% e o nível de emprego 22,5%, o maior ciclo de expansão até agora registrado.

Dos treze ramos que compõem o índice de comércio do Instituto Fecomércio-PE, somente as concessionárias de veículos não apresentaram crescimento em 2012. “O seu fraco desempenho na RMR no primeiro trimestre foi consequência do movimento de contração do crédito, motivado principalmente pelo aumento da inadimplência, o que levou a uma retração das vendas”, afirma o consultor da Fecomércio, Luiz Kehrle.

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A explicação está na medida adotada pelo Governo Federal, em maio do ano passado, que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de maneira a estimular o consumo, amenizando os efeitos da crise econômica internacional no Brasil. A partir de junho, com a retomada do crédito e a queda dos juros (a taxa Selic chegou a 7,25%, o nível mais baixo da história), o faturamento no setor voltou a crescer. Como o baixo IPI foi mantido ao longo de 2012, houve expansão nas vendas de automóveis. Tanto é que no acumulado do ano o faturamento subiu mais de 5%, porém, se descontada a inflação, que se manteve acima de meta (4,5%), houve um recuo de 0,33%.

O ramo de cine-foto-óticas também registrou crescimento quase nulo no ano passado, enquanto que os demais apresentaram um desempenho satisfatório. Segundo a Fecomércio, outros ramos que receberam incentivo do governo apresentaram avanço nas vendas. É o caso da construção civil, com um incremento de 5,64%, de lojas de utilidades domésticas, que teve um faturamento maior do que 5%, sob influência da redução do IPI para produtos da linha branca; calçados (mais de 8%) e livrarias e papelarias (mais de 6%).

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De acordo com o economista e também autor do estudo da Fecomércio, José Fernandes de Menezes, a desaceleração da economia – o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu apenas 1% em 2012 - afetou significativamente o desempenho do setor varejista, que embora com resultados positivos, teve neste ano o pior desempenho do ciclo de crescimento iniciado em 2004. “A despeito da massa salarial e do emprego terem bom desempenho, aumentando respectivamente 6,74% e 2,54% no ano, as taxas registradas foram menores do que as do mês anterior”, declarou.

Prognóstico - A aceleração do crescimento da renda em 2013, sendo esperado um aumento do PIB do país de 3% e para Pernambuco um incremento próximo dos 5%, deverá ser acompanhado da expansão do emprego e do salário médio real, que aliados a um aumento esperado do crédito em torno de 14%, eleva a  previsão de crescimento do varejo da RMR em 2013 em torno de 6%, segundo o Instituto Fecomércio-PE.

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