Apenas 2,8% da malha viária em Minas é duplicada

Dos 33 mil quilômetros de estradas estaduais e federais mineiras, somente 936 são duplicados. O baixo número de pistas duplas é uma das principais causas de congestionamentos e acidades graves no estado

Apenas 2,8% da malha viária em Minas é duplicada
Apenas 2,8% da malha viária em Minas é duplicada (Foto: Flávio Tavares/Divulgação)


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Minas 247 – Minas Gerais possui a maior malha rodoviária do Brasil mas apenas 2,8% das estradas são duplicadas. Do total de 33 mil quilômetros de vias estaduais e federais, somente 936 possuem pista dupla. A situação é mais grave nas rodovias conservadas pelo governo do Estado, com insignificantes 0,5% dos quilômetros duplicados. O problema é tido como uma das principais causas de congestionamentos e graves acidentes em Minas.

Confira a matéria dos jornalistas Joana Suarez e Daniel Leite, do jornal O Tempo

Minas Gerais tem 33 mil km de estradas federais e estaduais, mas apenas 936 km são duplicados. O montante corresponde a 2,8% do total e justifica grande parte dos problemas enfrentados pelos motoristas, como longos congestionamentos e o risco constante de acidentes graves. O Estado tem ainda 238 mil km de estradas municipais, mas não há um levantamento sobre elas.
A maioria dos trechos duplicados é federal: são 781 km duplicados entre os 6.400 km de BRs - o equivalente a 12,2o do total. Nas estradas sob a gestão do Estado (estaduais e delegadas) a situação é pior: são 155 km duplicados em um total de 26.992 km de extensão (0,5%). Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), são 139 rodovias estaduais e apenas dez duplicadas.

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Para especialistas em estradas, o número de rodovias duplicadas é muito pouco diante da importância econômica da malha rodoviária. "A duplicação é uma solução para melhorar a capacidade viária e para dar mais segurança ao motorista, porque reduz muito as colisões", explicou o engenheiro civil e mestre em transportes Silvestre Andrade.

Na BR-262, no trecho de 84 km entre Betim e Nova Serrana, por exemplo, a duplicação reduziu em 90% o número de batidas frontais, o tipo de acidente que mais mata no Estado, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante seis meses antes da intervenção, foram registradas 20 colisões. Seis meses depois da intervenção, foram apenas duas. Na BR-381, conhecida como Rodovia da Morte, 119 pessoas morreram apenas nos seis primeiros meses deste ano.

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que as obras dependem da liberação de verba por parte do governo federal e de votação no Congresso. Para agilizar o processo, a promessa da União é repassar, em 2013, as BRs 116 e 040 para a iniciativa privada. As concessionárias ficarão com a missão de duplicar as rodovias. O processo, no entanto, deve levar pelo menos cinco anos.

Já o DER-MG informou que a duplicação depende da demanda, do tráfego, do custo e da disponibilidade de recursos. A última obra feita pelo governo estadual foi a duplicação da MG-010, finalizada em junho de 2007, com investimento de R$ 200 milhões.

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Na pele. Quem usa com frequência as estradas conhece bem o problema. "A viagem de Ipatinga a Belo Horizonte, que tem apenas 200 km, é muito mais cansativa e estressante que a de Belo Horizonte a São Paulo, que tem 600 km, mas é duplicada", afirmou o vendedor Railson Rodrigues dos Santos, 41, que já sofreu um acidente na BR-381.

O gerente de logística Carlos Henrique Souza, 40, está sempre viajando e acredita que a impaciência dos motoristas em estradas de pista simples, com fluxo pesado, os leva a se arriscarem em ultrapassagens perigosas. "Há trechos em que você fica seis minutos em uma fila de carros porque lá na frente tem um veículo pesado subindo um morro".
Empoeiradas

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Minas. Em 2010, O TEMPO publicou uma série de reportagens sobre as estradas não pavimentadas. Segundo o DER-MG, até dezembro de 2011, a realidade era a mesma de um ano atrás: 7.367 km sem asfalto.

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