Anulação teria sido acordada há quatro dias

Corre a informação de bastidor que a executiva nacional do PT já teria se inclinado a descartar o resultado das prévias do Recife no dia seguinte ao pleito; a judicialização do processo foi o fator determinante

Anulação teria sido acordada há quatro dias
Anulação teria sido acordada há quatro dias (Foto: Luciana dos Santos/PT)


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Gilberto Prazeres _PE247 – A decisão pela anulação das prévias petistas do Recife, formalizada ontem (24) durante reunião da executiva nacional da legenda, em São Paulo, já teria sido acordada na segunda-feira (21), um dia após a realização das primárias na capital pernambucana. Fontes ligadas aos cardeais que optaram pela não validade da disputa interna recifense indicaram que o comando nacional do partido estava indignado com a judicialização do processo e quis encerrar, antes mesmo da data estipulada, a confusão que se instalara. Inicialmente, o caso seria apreciado somente no dia 31.

A maior prova de que o caminho já estava traçado é o fato de o norte a ser seguido pela executiva nacional petista ter vazado para os principais veículos nacionais. No início do dia da decisão oficial, vários colunistas já traziam o tom do que ocorreria horas mais tarde. Contudo, a possibilidade de um acordo para a indicação de um candidato de consenso, cogitada em vários portais e blogs, acabou não se confirmando. O prefeito João da Costa e o secretário estadual de Governo, Maurício Rands, concorrentes nas primárias, não abriram mão e teriam se colocado à disposição para um novo enfrentamento entre eles. Porém, desta vez, mediado pela própria executiva nacional.

O comando do PT entendeu que o fato de os seus correligionários recifenses terem ingresso na Justiça comum para mudar o colégio eleitoral das prévias foi um desrespeito às diretrizes partidárias, uma vez que o colegiado é soberano para constituir as regras de pleitos internos e para deliberar sobre a normatização de questões nacionais e locais.

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No sábado que antecedeu as prévias, o grupo do prefeito João da Costa obteve uma liminar, no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que incluiu 12 mil nomes de filiados na lista de votantes que não foram considerados aptos a participar do processo pela executiva nacional. O bloco liderado por Maurício Rands também recorreu a Justiça para reverter a decisão em favor do adversário. E conseguiu. Todavia, horas depois o aliados de Costa conquistaram mais uma vez o direito de aumentar o colégio eleitoral.

A executiva nacional até admitiu a inclusão desses novos votantes, porém determinou que eles participassem do processo votando em urnas separadas. Fato que não ocorreu. A eleição vencida pelo prefeito João da Costa por 553 votos acabou anulada.

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