André Moura, vice de Jackson em 2014; tem cabimento?
Não dá para saber se a informação sobre esta suposta nova aliança tem alguma possibilidade de se concretizar; o certo é que, a um ano do início da campanha eleitoral, estouram boatos e sobram especulações sobre acordos e alianças; nesta linha, diversas chapas foram montadas: já se falou numa aliança entre Jackson e João; já se falou numa suposta articulação entre Jackson e Mendonça; entre Amorim e João; entre Amorim e Valadares; entre João e Valadares; uma aliança entre Jackson e André Moura, no atual momento político, seria esquisita, meio desconexa, mas só o tempo poderá dizer quem ficará no palanque de quem visando ao pleito 2014
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Sergipe 247 – A notícia é bancada pelo jornalista Diógenes Brayner, autor da coluna “Plenário”, publicada no jornal Correio de Sergipe e no site Faxaju: “comentários crescem entre lideranças do interior de que o deputado federal André Moura (PSC) poderá ser o vice de Jackson Barreto na disputa pelo Governo em 2014”. Segundo Brayner, a fonte que lhe passou a informação é “bem avisada e participou de uma conversa que houve entre prefeitos do interior e lideranças políticas filiadas a partidos que integram o PSC&Cia”.
O colunista político diz ainda que o presidente do PTB, Edivan Amorim, teria ido para Brasília, para debelar insatisfações do deputado federal do PSC. Até o deputado estadual Zeca Silva (PSC) viajou para a capital federal para conversar com André. “A informação quanto à saída de André aflorou uma série de revelações internas, tanto do Governo quanto da oposição, sobre desentendimentos nas bases de sustentação. Políticos com mandato dos dois lados reclamam da falta de atenção e se mostram insatisfeitos. Isso pode ser típico dos períodos pré-eleitorais, mas não é bom e se aconselha abertura de diálogo amplo, mesmo que seja para suprir interesses pessoais”, informa Brayner.
Não dá para saber se a informação sobre esta suposta nova aliança tem alguma possibilidade de se concretizar. O certo é que, a um ano do início da campanha eleitoral, estouram boatos e sobram especulações sobre acordos e alianças. Nesta linha, diversas chapas foram montadas: já se falou numa aliança entre Jackson e João; já se falou numa suposta articulação entre Jackson e Mendonça; entre Amorim e João; entre Amorim e Valadares; entre João e Valadares. Nada se confirmou. Uma aliança entre Jackson e André Moura, no atual momento político, seria esquisita, meio desconexa. Só o tempo poderá dizer quem ficará no palanque de quem visando ao pleito 2014.
Confira a coluna de Diógenes Brayner na íntegra:
André para vice agita
Dezenas de telefones se cruzaram na sexta-feira em busca da confirmação de uma notícia publica aqui neste espaço. Dizia que “comentários crescem entre lideranças do interior de que o deputado federal André Moura (PSC) poderá ser o vice de Jackson Barreto na disputa pelo Governo em 2014”.
O colunistas recebeu muitas ligações. A maioria delas dizendo que era impossível, que não acreditava e até que se tratava de invencionice. As explicações não convenciam, mas deixou muita gente de orelha em pé. A fonte era bem avisada e participou de uma conversa que houve entre prefeitos do interior e lideranças políticas filiadas a partidos que integram o PSC&Cia.
As partes não desmentiram. Apenas o deputado André Moura, na quinta-feira à noite, perguntado sobre a informação, foi objetivo e evitou maiores comentários: “ninguém conversou comigo nesse sentido”. E pronto!
Na sexta-feira pela manhã e tarde, durante visita do senador Eduardo Amorim a municípios da região do baixo São Francisco, inclusive no almoço entre prefeitos e líderes, o assunto não foi outro. Tudo muito discreto e sempre dando o ar de que estava tudo sob o mais absoluto controle. Na sexta-feira à noite, por telefone, chegou a informação de que há fogo de monturo que vem queimando forte, “mas as chamas ainda não subiram”.
Soube-se no momento que o presidente do PTB, empresário Edvan Amorim, já estava em Brasília de mangueira (êpa!) na mão para apagar o incêndio. Não deu para se chegar à informação de algum encontro entre Edvan e André em Brasília, onde o deputado permaneceu e se fez ausente na procissão de Santo Antônio em Itabaiana.
Ainda na sexta-feira à noite, o deputado estadual Zeca da Silva (PSC) foi convocado para viajar a Brasília, nesta segunda-feira, para somar-se aos bombeiros que se encontram lá e tentar debelar o fogo. Haja conversa! A convocação de Zeca comprova que o incêndio é grande.
Um provável candidato a deputado federal (todos pediram off porque “não queriam se envolver”) disse que a ausência de André Moura do bloco seria uma “catástrofe”, porque enfraquecia a candidatura de Eduardo Amorim ao Governo do Estado. E confidenciou que os candidatos a federais do bloco sabem que os votos de André, caso ele seja candidato a majoritário pelo partido, pode somar alto para eleger representantes na Câmara Federal.
A informação quanto à saída de André aflorou uma série de revelações internas, tanto do Governo quanto da oposição, sobre desentendimentos nas bases de sustentação. Políticos com mandato dos dois lados reclamam da falta de atenção e se mostram insatisfeitos. Isso pode ser típico dos períodos pré-eleitorais, mas não é bom e se aconselha abertura de diálogo amplo, mesmo que seja para suprir interesses pessoais.
A campanha já começou. Se não junto ao eleitorado, mas no terreno dos partidos, através de suas lideranças mais significantes. Não dá para deixar de reconhecer que o governador em exercício Jackson Barreto (PMDB) aparenta maior fôlego nesse momento, mas não se pode esconder que na base aliada há muito o que dialogar, porque segmentos do Partido dos Trabalhadores não estão satisfeitos, embora declare apoio à candidatura de Barreto ao Governo do Estado.
O prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), recuperou-se de uma cirurgia a que se submeteu em São Paulo. Está bem e até já sai do apartamento para comprar jornais. Mantém silêncio absoluto sobre candidatura a governador do Estado, mas não pode evitar as especulações. Além disso, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) se mantém um nome forte à reeleição.
Um fato parece claro: há necessidade urgente de um freio de arrumação em todos os blocos políticos, para que se tenha um cenário mais seguro para o pleito do próximo ano.
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