Amazon derruba ações de varejistas brasileiras
A Amazon deve anunciar na próxima semana expansão de sua atuação no Brasil para além da venda de livros
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SÃO PAULO (Reuters) - As ações de empresas varejistas caíam nesta sexta-feira na bolsa paulista, diante de receios com a futura expansão no Brasil da maior empresa de comércio eletrônico do mundo, a norte-americana Amazon.
Às 13:08, as ações da Lojas Americanas caíam 3,5 por cento, enquanto as do GPA perdiam 3,1 por cento e as da Lojas Renner tinham baixa de 2 por cento, entre as maiores perdas do Ibovespa, que subia 0,45 por cento. Fora do índice, Magazine Luiza, uma das referências em comércio eletrônico no país, tinha queda de 6,5 por cento. Em Nova York, as ações da Amazon subiam 0,4 por cento.
A Amazon deve anunciar na próxima semana expansão de sua atuação no Brasil para além da venda de livros.
“Embora não seja uma tarefa fácil estimar os próximos passos da Amazon no Brasil, investimentos recentes em outros países (aquisição da Whole Foods nos EUA, parcerias no México para criar um novo centro de distribuição e aquisição de fatia minoritária de uma varejista na Índia), indicam que, apesar do aumento dos tipos de produtos no Brasil, seu foco fora dos EUA (e mais importante, sua curva de aprendizado no país) deve levar a um investimento gradual no país”, escreveram os analistas do BTG Pactual em nota a clientes.
Para os analistas Fabio Monteiro e Luiz Guanais, do BTG, embora as ações de varejistas locais devem seguir pressionadas no curto prazo, o marketplace da Amazon no Brasil não deve necessariamente significar que as empresas locais não possam ser bem-sucedidas no segmento já competitivo de comércio eletrônico.
A equipe do banco destaca que, considerando o foco da empresa nos níveis de serviço e um potencial aumento em seu tráfego nos próximos meses, a Amazon é umas das empresas que devem se beneficiar do crescimento secular esperado para o setor de Internet no Brasil.
“No entanto, o ritmo gradual de expansão deve ser similar ao que aconteceu em mercados como França, Itália e Japão, no qual a Amazon enfrentou concorrentes bem estabelecidos, mas conseguiu se tornar um dos top 3, com participação de mercado entre 10 e 15 por cento”, escreveram os analistas.
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