AMA tenta desbloquear R$ 1 bi de precatórios de prefeituras

Advogados da Associação dos Municípios Alagoanos estão em campo para desbloquear R$ 1 bilhão de precatórios do Fundef garantidos na justiça pelas prefeituras alagoanas; prefeitos também já discutem como os recursos serão utilizados; é que o Ministério Público Estadual recomenda a aplicação integral na educação, mas o Tribunal de Contas tem uma decisão diferente

Advogados da Associação dos Municípios Alagoanos estão em campo para desbloquear R$ 1 bilhão de precatórios do Fundef garantidos na justiça pelas prefeituras alagoanas; prefeitos também já discutem como os recursos serão utilizados; é que o Ministério Público Estadual recomenda a aplicação integral na educação, mas o Tribunal de Contas tem uma decisão diferente
Advogados da Associação dos Municípios Alagoanos estão em campo para desbloquear R$ 1 bilhão de precatórios do Fundef garantidos na justiça pelas prefeituras alagoanas; prefeitos também já discutem como os recursos serão utilizados; é que o Ministério Público Estadual recomenda a aplicação integral na educação, mas o Tribunal de Contas tem uma decisão diferente (Foto: Voney Malta)


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Por Marcelo Firmino/eassim.net - Os precatórios do Fundef de mais de R$ 1 bilhão, garantidos na Justiça pelas prefeituras alagoanas, está bloqueado, segundo informações da  Assessoria Jurídica da AMA.

Segundo o presidente da Associação dos Municípios, Hugo Wanderley, os advogados foram instruídos a verificar as razões do bloqueio judicial para a liberação dos recursos. “Nós precisamos de uma ação rápida e eficaz para a solução do problema”, disse ele.

Após determinar ao advogado Thiago Neri, responsável pela causa para resolver a questão, considerando que nesse momento a liberação dos recursos ajudará os municípios a saírem do sufoco financeiro que estão vivendo.

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Utilização dos Recursos – De acordo com advogado, os recursos são oriundos do pagamento de precatório da União relativo a processo judicial que tratou da recuperação de valores do Fundef – Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental – e muitos prefeitos ainda estão em dúvida sobre a forma de utilização dos recursos.

O escritório de advocacia responsável informa que a Associação os Municípios Alagoanos participou ativamente dessa conquista judicial, possibilitando a reposição de recursos, mas que existe uma recomendação do Ministério Público Estadual no sentido de que tais valores devem ser empregados exclusivamente na área da Educação.

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No entanto, os advogados observam em parecer emitido à Associação que existe também uma decisão datada de outubro de 2016, proferida pelo então Presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Otávio Lessa, indicando a possibilidade de utilização dos valores do precatório de acordo com as regras da Constituição de 88, que determina o investimento de 25% na educação, 15% na Saúde “e o restante de forma responsável, em favor do interesse público”.
-Atualmente não constatamos a existência de decisão definitiva do Poder Judiciário sobre essa matéria, de modo que os Gestores Municipais devem adotar uma postura de prudência e responsabilidade na aplicação dos recursos, observando o posicionamento das instituições acima referenciadas. – Diz o escritório de advocacia da AMA, cuja banca é representada pelos advogados Bruno Loureiro, Felipe Almeida e Tiago Neri.

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