Alvo da PF, deputado Carlos Gaguim diz repudiar “denúncias infundadas”
Citado na delação de Rossine Ayres Guimarães, proprietário da Construtora Rio Tocantins, o deputado federal Carlos Gaguim (Podemos-TO), alvo da Operação Ápia, afirmou ser vítima de calúnia; parlamentar acrescentou que, no período em que governou o Tocantins, no qual exerceu mandato de 14 meses, a empresa não venceu licitação alguma e as obras em curso foram contratadas pela gestão anterior; congressista disse ser alvo de “denúncias infundadas” e reafirmou o seu “repúdio a qualquer manifestação caluniosa e sem provas”; operação investiga fraudes em licitações para obras em rodovias
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Tocantins 247 - O deputado federal Carlos Gaguim (Podemos- TO), um dos alvos da 6ª fase da Operação Ápia, deflagrada nesta quarta-feira (13), pela Polícia Federal, afirmou que é vítima de calúnia, após o empresário Rossine Ayres Guimarães, proprietário da Construtora Rio Tocantins, ter citado o parlamentar em acordo de delação premiada. O congressista disse que, que no período em que governou o estado, no qual exerceu mandato der 14 meses em substituição à Marcelo Miranda (PMDB) - cassado à época pelo TSE - a empresa não venceu licitação alguma e as obras em curso foram contratadas pelo governo anterior. A operação investiga a suposta existência de uma organização que corrompia servidores públicos e políticos, fraudando licitações e execução de contratos administrativos para obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica em rodovias do estado em valores que superaram a R$ 850 milhões.
"Durante meu mandato no Governo do Estado (setembro de 2009 a dezembro de 2010), a empresa citada pelo delator não logrou êxito em vencer qualquer licitação, inexistindo contratos novos firmados neste período com a referida empresa. As obras da empresa em questão que já haviam sido licitadas e contratadas no governo anterior, não foram interrompidas e continuaram com o curso normal", disse Gaguim, por meio de nota.
Sobre as doações feitas pela empresa do delator ao governo do Tocantins, Gaguim, na época filiado ao PMDB, afirmou que as referidas doações foram feitas ao partido e que ele não recebeu dinheiro. "Todas as doações feitas por este delator e/ou suas empresas, nas eleições de 2010, não foram para a minha pessoa, mas sim direcionadas para o Comitê Financeiro Único do PMDB, e/ou para o Diretório do PMDB. Inclusive, eu nunca tive sequer acesso as contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins – TRE/TO", acrescentou.
"Desconheço que o delator tenha repassado valores através de assessores, que seriam para a minha pessoa, não passando de deduções, lançadas sem qualquer conteúdo probatório, com o único intuito de denegrir minha imagem", continuou.
O parlamentar classificou as denúncias como calúnias. "Por todas essas denúncias infundadas reafirmo o meu repúdio a qualquer manifestação caluniosa e sem provas contra a minha pessoa, meramente por acordo de delação feita entre o investigado, seu defensor e o membro do Ministério Público, sem a participação do Magistrado, e com o único objetivo de livrar-se de alguma condenação pelos crimes supostamente praticados dos quais é alvo de investigações", disse.
Na primeira fase da operação, em outubro do ano passado, 115 mandados judiciais foram cumpridos. De acordo com a PF, um grupo é suspeito de fraudar licitações de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins e funcionava em três núcleos compostos por políticos, servidores públicos e empresários. A suspeita é de que tenham sido desviados cerca de R$ 200 milhões.
Entre os investigados está o ex-governador Sandoval Cardoso, que teve prisão preventiva decretada e se apresentou no dia 13 de outubro do ano passado. O ex-governador Siqueira Campos, também é alvo. No ano passado foi levado para prestar depoimento na sede da PF, em Palmas.
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