Alunos e servidores do Ifal protestam contra perseguição política
Alunos e servidores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) realizaram um protesto para denunciar supostas perseguições políticas que estariam acontecendo dentro da instituição; quatro professores estão respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por possíveis atos de insubordinação e podem ser demitidos; eles teriam liderado a greve dos docentes ocorrida em 2014
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Alagoas 247 - Alunos e servidores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) realizaram um protesto, nesta quinta-feira (10), para denunciar supostas perseguições políticas que estariam acontecendo dentro da instituição. O ato foi realizado em frente a Reitoria, no bairro da Jatiúca, em Maceió.
Quatro professores estão respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por possíveis atos de insubordinação e podem ser demitidos. De acordo com o professor Wilson Ceciliano, os quatro profissionais que estariam sendo perseguidos teriam liderado a greve dos docentes ocorrida em 2014. Dois deles, inclusive, teriam sido agredidos pro alunos e pais contrários ao movimento paredista.
"Eu nem fazia parte do campus onde houve o incidente e meu nome foi incluído na lista. Uma clara perseguição política por parte da reitoria", ressaltou Wilson, que é diretor de políticas associativas do Sindicato dos Servidores Federais Profissional e Tecnológica do Estado de Alagoas (Sintietfal).
Além dele, também respondem ao PAD o presidente do sindicato, Hugo Brandão; o tesoureiro Gabriel Magalhães, e a diretora jurídica Elizabete Patriota. Os quatro são servidores efetivos do campus Satuba e participaram ativamente de uma mobilização nacional ocorrida no dia 9 de julho de 2014.
Além de se mostrarem contra o Processo Administrativo, os manifestantes também defenderam, durante o ato, a educação pública, gratuita e de qualidade.
O outro lado
Na semana passada, em contato com a Gazetaweb, o Ifal informou que o processo administrativo está em tramitação e que ainda não chegou à Reitoria. No entanto, de acordo com o assessor executivo Maurício Pereira, o indiciamento é resultado do trabalho de três comissões, que "avaliaram provas e ouviram os envolvidos".
"Durante a mobilização, os servidores ocuparam um espaço público, apesar de haver um interdito proibitório. Dessa ocupação surgiu um conflito, do qual há imagens que mostram agressões de ambos os lados. Uma comissão instaurou uma sindicância que concluiu pela abertura do processo administrativo disciplinar. Outra comissão concluiu pelo indiciamento, após ouvir os envolvidos. O processo segue tramitando e ainda não chegou para avaliação da Reitoria", informou.
Contudo, ainda segundo o sindicato, o juiz federal Frederico Wildson da Silva Dantas declarou extinto, em janeiro de 2015, o processo acerca do interdito proibitório, sem exame do mérito, de modo que, para o Sintietfal, o argumento do instituto não seria plausível.
Com gazetaweb.com
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