Alstom pagou propina a capitão do time de Covas
Em comunicado interno de 21 de outubro de 1997, o então diretor da subsidiária da francesa Cegelec Andre Botto escreveu que a “política de poder pela remuneração" é feita via o ex-secretário do governador (RM), e cobre as finanças do partido - o Tribunal de Contas (do Estado) e a Secretaria de Energia". RM seria Robson Marinho, conselheiro do TCE, que, depois de coordenar a campanha de Mário Covas em 1994, foi chefe da Casa Civil entre 1995 e 1997
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247 – No escândalo de pagamentos de propina pela Alstom no Brasil, a Justiça suíça levantou a suspeita sobre um conselheiro de Mario Covas como um dos beneficiados.
Segundo informações reveladas pelo Estadão, em comunicado interno da Alstom, de 21 de outubro de 1997, o então diretor da subsidiária Cegelec Andre Botto escreveu sobre a propina. "Isso é uma política de poder pela remuneração", afirmou. "Ela é uma 'negociated' via o ex-secretário do governador (RM). Ela cobre - as finanças do partido - o Tribunal de Contas (do Estado) e a Secretaria de Energia."
A Justiça suíça não citou partido. Naquele momento, o Estado de São Paulo era governado pelo PSDB. RM seria Robson Marinho, conselheiro do TCE, que, depois de coordenar a campanha de Mário Covas em 1994, foi chefe da Casa Civil entre 1995 e 1997. O Ministério Público suíço revelou cada uma das transferências às contas de Marinho no banco Safdie em Genebra. O dinheiro chegaria via uma offshore uruguaia, a MCA.
No total, a Alstom destinou mais de US$ 20 milhões em propinas ao Brasil. Dez pessoas, entre elas os ex-secretários Jorge Fagali Neto e Andrea Matarazzo, foram indiciadas pela Polícia Federal por causa do esquema de corrupção da empresa francesa.
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