Aloysio ataca jogo de FHC por Aécio contra Serra

Ligado ao ex-governador José Serra, que está na Disney a passeio, o senador Aloysio Nunes Ferreira dispara o primeiro tiro público no balão solto pelo ex-presidente; "uma candidatura tem de ser resultado da unificação do partido"; ele trabalha pela aliança dos tucanos com o PSB do governador Eduardo Campos, numa chapa presidencial com um vice de São Paulo

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Marco Damiani _247 – Não durou nem vinte e quatro horas a imunidade no PSDB do lançamento, pelo ex-presidente Fernando Henrique, do senador Aécio Neves como candidato a presidente da República em 2014. O primeiro disparo público foi feito pelo senador Aloysio Nunes Ferreira, de São Paulo, certamente o político mais ligado ao ex-governador José Serra. Logo em seguida à subida do balão solto pelo ex-presidente, Aloysio apurou sua mira. "O lançamento de uma candidatura presidencial não pode ser apenas um discurso", disse ele. "Tem de ser resultado de um processo de unificação do partido".

Aloysio vê a si próprio como postulante a ocupar a chapa do PSDB em 2014 – e, de quebra, ocupa espaço para não deixar seu amigo Serra, que está na Disney a passeio, com os netos, sem opiniar no processo de escolha. O senador, porém, não trabalha com a ideia de um voo solo do partido na disputa presidencial, e sim em composição com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que seria o candidato a presidente.

A aliança entre o PSDB e o PSB, com os socialistas à frente, passa pela formação de um bloco partidário que incluiria o PSD do prefeito paulistano Gilberto Kassab. Em São Paulo, na segunda-feira 3, Campos e Kassab se encontraram duas vezes em eventos privados – num debate organizado pelo jornal Valor Econômico e na comemoração da revista Istoé pela edição de brasileiros do ano. Nessas trocas de ideias, o governador de Pernambuco deixou clara sua censura à subida do PSD para a máquina administrativa federal, ocupando o ofertado novo ministério das micro e pequenas empresas. Ele disse ao prefeito paulistano que gostaria de vê-lo permanecer na oposição.

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Hábil, Kassab procura transformar a possível ida ao ministério da presidente Dilma numa questão pessoal do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Ele é o indicado do partido, mas tem a primazia de fazer sua própria reflexão sobre deixar o governo paulista em troca de atuar na máquina federal. Ao mesmo tempo, para segurar Afif, o governador Geraldo Alckmin está em campo. Ele já acena com a recuperação de espaço em seu governo para o próprio Afif, que perdeu o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico, em 2011, ao trocar o DEM pelo PSD. Agora, Alckmin pode fazer tudo voltar a ser como dantes, com Afif com novos poderes, em nome de barrar a fuga do PSD para o terreno governista.

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