ALMG lançará Movimento em Prol do Acerto de Contas entre Minas e a União
O lançamento acontecerá nesta quarta-feira (5); a dívida de Minas com a União é de R$ 87,2 bilhões, mas o governo negocia pela interrupção imediata do seu pagamento, tendo em vista que o Estado tem direito a ser recompensado pelas perdas referentes a não incidência de ICMS sobre as exportações, instituída pela Lei Kandir (Lei Complementar Federal 87, de 1996)
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Minas 247 - A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) lançará nesta quarta-feira (5), a partir das 9 horas, no Salão Nobre, o Movimento em Prol do Acerto de Contas entre Minas e a União. O presidente Adalclever Lopes (PMDB) conduzirá a reunião, que também contará com a presença do 1º-secretário, deputado Rogério Correia (PT), e do advogado-geral do Estado, Onofre Batista Júnior, de acordo com informações divulgadas no site da AL-MG. A dívida de Minas com a União é de R$ 87,2 bilhões, mas o governo negocia pela interrupção imediata do seu pagamento, tendo em vista que o Estado tem direito a ser recompensado pelas perdas referentes a não incidência de ICMS sobre as exportações, instituída pela Lei Kandir (Lei Complementar Federal 87, de 1996).
A norma previu transferências temporárias da União aos estados atingidos pela desoneração proposta, devido ao grande impacto financeiro causado pela medida. Apesar disso, segundo estimativas do Governo de Minas, os valores repassados não são suficientes para compensar as perdas ocasionadas.
De acordo com o deputado Rogério Correia, a União acumulou um passivo de R$ 135 bilhões não transferidos desde a edição da lei. Dessa forma, Minas Gerais poderia passar a ser credor da União.
Em novembro de 2016, no julgamento de ação movida pelo governo do Pará, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um prazo de 12 meses para que o Congresso Nacional aprovasse uma lei para compensar os estados prejudicados. Caso isso não aconteça, caberá ao Tribunal de Contas da União realizar os cálculos para o repasse.
Também será oficializada a proposta de criação da Comissão Extraordinária de Acerto de Contas entre Minas e a União, que vai envolver a sociedade, lideranças sindicais, empresariais e de movimentos sociais no debate.
*Com informações da AL-MG
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