Alegando falta de 'provas convincentes' de racismo, liga francesa absolve Neymar e González
A Comissão Disciplinar da Liga de Futebol da França decidiu absolver os jogadores Álvaro González, do Olympique de Marselha, e Neymar, do Paris Saint-Germain, no caso em que o atleta brasileiro denunciou racismo durante partida pelo campeonato francês
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247 - Após 17 dias, a Comissão Disciplinar da Liga de Futebol Profissional da França (LFP) decidiu absolver os jogadores Álvaro González, do Olympique de Marselha, e Neymar, do Paris Saint-Germain, no caso em que o atleta brasileiro denunciou racismo durante partida pelo campeonato francês.
"Depois de examinar o caso, ouvir os jogadores e representantes dos clubes, a Comissão concluiu que não há provas convincentes que permitem estabelecer a materialidade dos fatos e declarações de natureza discriminatória por Álvaro González contra Neymar durante o jogo, nem de Neymar contra Álvaro González", informou o comunicado da Comissão Disciplinar.
O jogador espanhol teria chamado Neymar de “mono hijo de puta” (macaco filho da puta). Um tio do zagueiro, porém, afirmou que a palavra pronunciada foi "bobo", e não "mono", em entrevista na Espanha.
Foi revelado que González é partidário do VOX, partido de extrema-direita espanhol que tem pautas supremacistas e contra imigrantes.
O craque brasileiro, após ser xingado, denunciou o caso ainda em campo e disse: “racismo, no”. Ele ainda teria reagido chamando González de “puta maricón” (puta viado), antes de dar um tapa na cabeça do zagueiro no final da partida.
Em entrevista à rádio RMC, o presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noël Le Graët, disse que “racismo no futebol não existe”. Alguns internautas têm denunciado que os 'cartolas' do futebol francês estão procurando abafar o caso de racismo.
Os casos de racismo contra jogadores brasileiros e africanos são bastante recorrentes na Europa.
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