Aldir Blanc reforça coro pela saída de Marin
Em artigo publicado no jornal O Globo, compositor afirma que foi o presidente da CBF, “dejeto do esquema Mamaluf na época pró-ditadura (hoje, pois é, Mamá é parasita na base de sustentação), que açulou os cães contra a TV Cultura, o que provocou a prisão, tortura e assassinato de Vladmir Herzog”
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Brasil247_ O compositor Aldir Blanc entrou na campanha pela saída do presidente da CBF, José Maria Marin. Em artigo publicado na edição deste domingo, 7, do jornal O Globo, o músico sustenta que o dirigente máximo do futebol no país é “um calhorda, entusiasta do golpe militar de 1964.
Para Blanc, é inaceitável que Marin mande no futebol num país governador pelo PT e pela presidenta Dilma Rousseff, “ex-guerrilheira, torturada, que homenageou companheiros assassinados em seu discurso de posse”.
Veja a íntregra do texto:
Fora, Marin!
Tivemos uma pequena amostra do que virá com as rachaduras do Engenhão
O governo de Dilma Rousseff, ex-guerrilheira, torturada, que homenageou companheiros assassinados em seu discurso de posse, está com uma batata incandescente, um míssil norte-coreano desgovernado, uma usina do Irã prestes a chernobylar, uma faixa podre de Gaza nas mãos. Ivo Herzog chamou o atual führer da CBF, José Maria Marin, aquele elemento que rouba medalha de menino — o mundo inteiro viu pela internet! — de nazista. Motivo: foi Marin, dejeto do esquema Mamaluf na época pró-ditadura (hoje, pois é, Mamá é parasita na base de sustentação), que açulou os cães contra a TV Cultura, o que provocou a prisão, tortura e assassinato de Vladmir Herzog, pai de Ivo. Sintam a dimensão horroriz do dilema: a festa da maior paixão brasileira, o futebol, será aqui, em 2014. E o dirigente máximo do evento no país é um calhorda, entusiasta do golpe militar de 1964. Esse sujeito manda em nosso futebol em pleno governo do PT, mentindo, superfaturando, o de costume.
Tivemos uma pequena amostra do que virá com as rachaduras do Engenhão. A obra foi “licitada” para a notória Delta, que não soube (!?!) fazer a cobertura, terminada pela Odebrecht. Essa, por sua vez, conhecia os problemas estruturais do monstrengo, mas esperou, com risco de um desabamento sobre os torcedores, estourar o prazo contratual que lhe permitiria dizer “não é mais problema nosso”. Mudaram os jogos para o estádio Raulino de Oliveira, que também apresenta mais rachaduras que casco de cágado.
Um genro, sempre alegre, foi para os lados do Recreio. Voltou cabisbaixo. Minha filha estranhou. O rapaz ficara deprimido ao ver as obras da Vila Olímpica, pertinho da destruição do autódromo do Rio.
Nunca merecemos tanto aquele nariz de palhaço, usado nas manifestações políticas. É o que somos. Quem tem razão é a atriz Dira Paes. Vamos parar com isso de “minorias”. Destituídos, vítimas de perseguição, explorados, são a grande maioria do país. Um “pastor” homofóbico, citando Satanás, mantém-se à frente da Comissão de Direitos Humanos, em Brasília. O facistoide Bolsinhanaro, se aproximando a passo de ganso da senilidade, continua a exibir seus problemas sexuais. Bolsinha brandiu um cartaz com as palavras “queima rosca”. Em singela homenagem ao antropoide, que defecou “nosso mal foi torturar demais e matar de menos”, passarei a chamá-lo de Jafui Rosconaro. Não é preciso ser psiquiatra para notar que o Rosca é um caso clássico de “doeu, mas gostei, e não consigo viver com isso”.
O abuso e a corrupção dos poderosos devastam o Brasil. Estamos vivendo numa terra de ninguém, na qual dois cavalões chacinam os pais da namorada (cúmplice) de um deles e já estão saindo da cadeia por bom comportamento. O ex-goleiro que raptou, agrediu e desapareceu com o cadáver da mãe de seu filho, provavelmente atirada aos cães, também deverá estar em nova orgia rapidinho.
A triste verdade é que, para a grande maioria dos brasileiros, Fernandinho Beira-Mar oferece bem menos perigo do que o presidente do Senado.
Aldir Blanc é compositor
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247