Alckmin vai defender na TV ações pelo transporte
Em série de propagandas do PSDB que começam a ser veiculadas dois dias após revogar o aumento das tarifas, governador tucano afirma estar fazendo "o maior investimento no setor da América Latina"; Pré-candidato do partido à Presidência, Aécio tira casquinha para criticar ação do governo federal nas fronteiras do país
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247 – Em meio à onda de protestos populares, o PSDB de São Paulo vai soltar a partir de hoje uma série de propagandas em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirma estar fazendo "o maior investimento em transporte público da América Latina".
A primeira peça irá ao ar dois dias após o tucano revogar o aumento das tarifas de metrô e trem em São Paulo. O governador disse que terá que "apertar os cintos" para compensar despesas geradas pela redução das passagens.
O secretário de Planejamento do Estado de São Paulo, Julio Semeghini, afirmou nesta quinta-feira (20) que trabalha para entregar até esta sexta-feira (21) ao governador a relação dos investimentos que terão que ser postergados ou cancelados para custear a revogação do aumento da tarifa de metrô e trem em São Paulo.
"O governador vai fazer esforço para não cancelar obras. Estamos levantando isso hoje e a ideia é que amanhã, ele já tome as decisões", disse à Agência Estado.
A publicidade será exibida por uma semana, até o dia 28, e foi gravada antes da onda de protestos por redução de preço das passagens e melhorias no sistema de transportes começar.
"Seremos o primeiro Estado do Brasil a conectar seus principais aeroportos --Congonhas e Guarulhos-- aos sistemas de metrô e trem. Quatro linhas de metrô já estão em construção e outras já duas estão a caminho", diz Alckmin.
Fora o governador, a única pessoa a falar nas inserções é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável candidato à Presidência da República em 2014.
Em uma das aparições, ele faz uma ligação entre ações de combate ao crack dos governos paulista e mineiro --ele governou Minas Gerais por oito anos, de 2003 a 2010--, e critica o governo federal.
"De nada adianta o trabalho dos Estados, se o governo federal não protege as nossas fronteiras, que estão abandonadas", diz o senador.
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