Alckmin ataca e diz que governo age "na correria"

Governador de São Paulo, até então fora do discurso de combate adotado por seu partido, o PSDB, assume tom mais agressivo frente ao governo federal; segundo ele, constituinte foi "uma proposta sem sentido" e o plebiscito é "complexo"; "As coisas estão numa correria enorme e confusas", dispara o tucano, sobre as propostas apresentadas pela presidente Dilma Rousseff; para Geraldo Alckmin, primeiro alvo dos protestos, que começaram na capital paulista, "é preciso entender melhor esse novo Brasil que nasceu das ruas"

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SP247 – Até então sem ter feito críticas específicas às medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff, nem aderido aos discursos de confronto de seu partido, o PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, criticou duramente o plebiscito pela reforma política e a reação do governo federal diante das manifestações populares nesta quarta-feira 3. Segundo o tucano, que foi o primeiro alvo dos protestos, iniciados na capital paulista pela revogação do aumento das passagens do transporte público, é preciso "entender melhor esse novo Brasil que nasceu das ruas".

"Não é só uma questão eleitoral. Há uma questão política que precisa ser enfrentada, mas há a questão da saúde, da mobilidade urbana, da impunidade, da eficiência do gasto público, a questão econômica – de um lado inflação e do outro baixo crescimento. Há um conjunto de questões mais profundas. Da forma como está sendo colocada parece que com quatro cinco perguntas vai se responder tudo", disse o governador.

De acordo com Alckmin, a reforma política deveria ter sido feita no início do atual governo, mas como isso não ocorreu, "agora as coisas estão numa correria enorme e confusas". A Constituinte, em sua avaliação, foi "uma proposta sem sentido", enquanto o plebiscito é "complexo" e "pode custar de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões de reais". As perguntas, segundo ele, também seriam um problema. A questão do financiamento público de campanha, continua, poderia ser avaliada se tivéssemos quatro ou cinco partidos. "Agora, com mais de 30 partidos políticos? Como vai se aprovar financiamento público de campanha?", questiona.

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