Alckmim dá sinais de que PSDB poderá deixar governo Temer o quanto antes
Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) que vinha defendendo sistematicamente o governo Michel Temer, deu sinais de que poderá apoiar o desembarque da legenda do governo federal ao afirmar que o PSDB não deveria ter participado da indicação de ministros e que o partido deve se comprometer apenas em apoiar as reformas; "Eu já defendi lá atrás que não deveríamos nem ter participado com indicação de ministros. Você pode apoiar as reformas, projetos de lei, medidas de interesse da comunidade sem precisar ter participação governamental. No entanto, a posição do partido foi de participar. Acho que a gente deve completar esse ciclo de reformas" disse; PSDB discutirá uma eventual saída da base governista na próxima semana
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São Paulo 247 - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) que vinha defendendo sistematicamente o governo Michel Temer, deu sinais de que poderá apoiar o desembarque da legenda do governo federal ao afirmar que o PSDB não deveria ter participado da indicação de ministros e que o partido deve se comprometer apenas em apoiar as reformas. O PSDB discutirá uma eventual saída da base governista na próxima semana.
"Eu já defendi lá atrás que não deveríamos nem ter participado com indicação de ministros. Você pode apoiar as reformas, projetos de lei, medidas de interesse da comunidade sem precisar ter participação governamental. No entanto, a posição do partido foi de participar. Acho que a gente deve completar esse ciclo de reformas. A reforma trabalhista vai ajudar a aumentar o emprego no Brasil, estimular a empregabilidade e diminuir a informalidade", disse Alkmin durante em evento no interior paulista.
No ano passado, Alckmin defendeu que o PSDB não participasse do ministério do governo Temer, embora admitisse que a legenda pudesse participar do governo do peemedebista. Neste ano, após os sucessivos escândalos envolvendo membros do governo e até mesmo o próprio Temer, Alckmin defendeu o peemedebista e chegou a afirmar que a denúncia de corrupção passiva feita pela Procuradoria Geral da República "não era uma condenação".
Na última quinta-feira, o senador e presidente interino do partido, Tasso Jereissati (CE) declarou que o Brasil está "caminhando para a ingovernabilidade" e emitiu sinais que a legenda poderá apoiar um eventual governo de Rodrigo Maia (PMDB-RJ), atual presidente da Câmara e o primeiro na linha de sucessão presidencial.
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