Alçando voo rumo a 2014?

A quebra da hegemonia do PT recifense, com o lançamento de uma candidatura própria por parte do PSB, fortalece os planos do governador Eduardo Campos em firmar sua liderança e em preparar o caminho para uma futura disputa nacional

Alçando voo rumo a 2014?
Alçando voo rumo a 2014? (Foto: Andréa Rêgo Barros/SEI)


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Leonardo Lucena_PE247 – A indicação do ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, pelo governador Eduardo Campos (PSB) para disputar às eleições municipais no Recife faz parte de um projeto do gestor para montar um palanque rumo ao pleito majoritário em 2014 para o Palácio do Campo das Princesas e, também, preparar o terreno visando um projeto nacional. Essa é a avaliação corrente que vem sendo feita por parte de estudiosos da cena política pernambucana.

“O governador estava esperando um momento oportuno para quebrar a hegemonia do PT na capital pernambucana a fim de criar um palanque para 2014”, afirmou o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Michel Zaidan. Segundo ele, ainda não dá para definir se a crise petista irá se refletir na disputa, de modo que o partido não vença o pleito.

“Se o candidato do PSB ganhar as eleições, o PT precisaria se recompor consideravelmente para retomar o Poder Municipal. Agora, quanto às eleições para governador, em 2014, acho é muito difícil o PT vencer depois de todo esse imbróglio”, disse o cientista político.

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Zaidan também afirmou que a indicação de Geraldo Júlio não significa o fim da Frente Popular, como havia dito o presidente estadual do PT, Pedro Eugênio. “A Frente Popular tende a acompanhar o projeto do governador pela sua grande capacidade de aglutinação política”, completou.

Por sua vez, o professor e cientista político da UFPE, Adriano Oliveira também credita a candidatura de Geraldo Júlio ao projeto do governador Eduardo Campos de alçar um “voo” nacional.“Foi muita inocência do PT achar que o Eduardo ficaria apenas esperando o desfecho da crise petista. Isso já era esperado, uma vez que o governador contempla um projeto a nível nacional”, analisou.

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De acordo com ele, o Partido dos Trabalhadores errou quando não tentou apaziguar o desafeto político entre o ex-prefeito e deputado federal, João Paulo, e o atual gestor do Recife, João da Costa. Além disso, o senador Humberto Costa cometeu o equívoco em não apoiar o chefe do executivo municipal. Esses fatores desgastaram a imagem do PT, na avaliação do cientista.

Segundo Oliveira, João Paulo seria a melhor solução para o PT. “A legenda deveria ter dado aval a João Paulo nas eleições, porque o ex-prefeito é a principal força política da sigla na capital, e, também, trazendo apoio do ex-presidente Lula, liderança máxima do partido”, explicou Oliveira.

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