Alagoas protesta contra governador Vilela

As ruas centrais de Maceió ficaram tomadas pelos manifestantes, que seguiram até o Palácio República dos Palmares, onde funciona a sede do governo tucano no estado. A falta de políticas públicas e de investimentos por parte do governo foram os motivos.

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Alagoas247 - Milhares de pessoas tomaram as ruas do Centro de Maceió, em direção do Palácio República dos Palmares, na manhã desta quinta-feira (18), para protestar contra a falta de políticas públicas e de investimentos por parte do governo Teotonio Vilela Filho. O ato faz parte da Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas e tem o objetivo de mobilizar e chamar a atenção da sociedade para a situação precária em que se encontra o Estado, que figura entre os mais violentos do mundo.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Amélia Fernandes, afirmou, durante o ato, que a insatisfação da sociedade é geral e criticou a falta de diálogo do governo para com as categorias.

“Estamos tentando, desde o ano passado, formar uma mesa de negociação com o governo e, até agora, não obtivemos resposta. Chegou a hora de irmos às ruas porque a população é quem está sofrendo com a falta de políticas públicas que garantam qualidade de vida às pessoas”, afirmou Amélia.

Representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento Sem Terra (MST), Movimento Terra e Liberdade (MTL) e do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), que estavam acampados em Maceió desde essa quarta-feira, também compareceram ao ato público e criticaram a postura do governo em relação do homem do campo, que vem sofrendo com a estiagem prolongada.

Para Carlos Lima, da CPT, o governo do Estado tem sido omisso e não está preocupado em amenizar o sofrimento dos sertanejos. “Há um descaso do governo para com o homem do campo, em especial com os que perderam seus rebanhos por conta da seca. Essas famílias vão passar cinco, dez anos, para recuperar tudo o que perderam, enquanto o Estado sequer investiu os recursos que vieram do governo federal. Os pequenos produtores estão sofrendo”, afirmou.

Em clima de protesto, a população levou às ruas, durante o ato, bonecos que representavam o governador Teotônio Vilela e alguns secretários de Estado, como Adriano Soares (Educação), Dário Cesar C Defesa Social ) e Jorge Villas Bôas (Saúde), áreas em que, segundo os manifestantes, a falta de investimentos tem feito a população sofrer desde 2006.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo, o comparecimento da sociedade civil ao ato comprova que os alagoanos estão indignados com a inoperância do Governo do Estado. “As políticas públicas prioritárias não têm sido implementadas e a população atendeu ao nosso chamado. Não dá mais para ficar de braços cruzados e silenciar. Chegou a hora de a sociedade alagoana reagir”, destacou Maria Consuelo.

Durante o ato, moradores do município de Anadia se solidarizaram aos movimentos sociais ao repudiar a crescente criminalidade na cidade. Em meio ao protesto, a comunidade informou que, nos últimos dois meses, mais de 20 assaltos ocorreram na cidade. O professor e vice-presidente do Sindicato dos Funcionários Municipais de Anadia, Osvaldo Chagas, disse que a realidade no município é “gritante” em meio ao número de roubos, assaltos e sequestros muito frequentes.

“As pessoas não saem mais de casa à noite e apenas dois policiais militares fazem a segurança diariamente no município, que tem 18 mil habitantes", ressaltou.

 

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Com gazetaweb.com

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