Aecistas preparam Alberto Pinto Coelho para 2014
Sem grandes nomes no PSDB para a sucessão de Antonio Anastasia, aliados do senador Aécio Neves admitem a possibilidade de o vice-governador ser o candidato do grupo em 2014. Pesam a favor a exposição que ele teria como governador (com a saída de Anastasia para tentar o Senado) e o fato de ser do PP, o que ajudaria a campanha presidencial de Aécio
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Minas 247 - Não é surpresa para quem acompanha a política mineira que o PSDB tem um problema e tanto em 2014: está sem nomes eleitoralmente fortes para apresentar como candidato ao governo do estado. O atual governador, Antonio Anastasia, não poderá tentar a reeleição - ele assumiu o governo no início de 2010, como vice de Aécio Neves, que deixou o cargo para tentar o Senado. Aécio, o nome mais forte do partido em Minas, tudo indica será o candidato dos tucanos à sucessão de Dilma Rousseff. Outros nomes do PSDB mineiro não têm, a princípio, tanta viabilidade eleitoral. Uma saída é fortalecer o atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Se confirmar o favoritismo e for reeleito em outubro, Lacerda passará a ser um nome natural para 2014. Mas muita gente no PSDB critica, nos bastidores, as relações do prefeito com o PT, que teriam melhorado nos últimos meses.
É nesse contexto que cresce entre os aecistas o nome do atual vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP). Um importante político ligado ao grupo, também secretário estadual, confidenciou ao 247 que Coelho é hoje “um dos nomes mais fortes para a sucessão”. O prognóstico dos aecistas se sustenta em alguns aspectos.
O principal é a exposição que o nome de Alberto Pinto Coelho teria no início de 2014. É forte a possibilidade de Anastasia deixar o cargo para, seguindo o exemplo do seu padrinho político, também tentar o Senado. Como vice, Alberto assumiria o cargo e, candidato, tentaria a reeleição. Com a vantagem óbvia de estar na mídia como governador do estado.
Um deputado tucano também lembrou que o vice-governador mineiro tem bom trânsito com empresários do estado, com o Judiciário e, sobretudo, com políticos de vários partidos. Pesam, nesse caso, os anos de líder do governo Aécio na Assembleia e de presidente do Legislativo do estado. Também ajuda o fato de Coelho estar liderando as negociações com os partidos da base aliada ao governador nas eleições deste ano.
Um outro ponto favorável ao vice-governador é a sua ligação com Aécio Neves. Além de líder do governo Aécio na Assembleia e presidente da Casa durante parte do segundo mandato do atual senador, Coelho é amigo do tucano. “O Aécio realmente confia muito nele”, diz um deputado do PSDB ouvido pelo 247. Na semana passada, depois de reunião com lideranças dos partidos da base aliada visando às eleições de outubro, o próprio vice-governador admitiu estar trabalhando não apenas para o pleito deste ano, mas também pela candidatura de Aécio à presidência. “Não se faz um trabalho desses visando tão somente uma eleição. Todo mundo raciocina pensando nessa perspectiva”, afirmou.
Mas o PSDB aceitaria abrir mão de ser o cabeça de chapa? A pergunta faz sentido, pois os tucanos estão completando dez anos na chefia do governo mineiro. Apoiar um político do PP certamente iria ferir egos na militância tucana no estado. A menos que, pelo projeto presidencial de Aécio, valesse a pena...
É aí que o PP entra na história. Como mostra a ação pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo e em Recife, o apoio do PP não será desprezado em 2014. O partido está na base que apoia Dilma Rousseff em Brasília, mas quem é capaz de dizer com certeza qual seria o comportamento de seus líderes diante da possibilidade de governar um estado do porte de Minas Gerais? “Eu diria que o fato de ser do PP até ajuda o Alberto”, diz outro deputado do PSDB, que também pediu para não ser identificado.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247