Aécio volta a subir o tom: Dilma “aniquila” federação
Senador e presidenciável tucano mais uma vez não poupa o PT e a presidente da República. Reclama do que chama de visão “messiânica” nos investimentos sociais e do sacrifício que seria imposto a estados e municípios. No mesmo evento, o empresário Jorge Gerdau cita positivamente os governos de Eduardo Campos (PE) e do próprio Aécio (MG). Foi aplaudido
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Minas 247 - Falando cada vez mais como candidato à sucessão de Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou um evento nacional de uma frente parlamentar relacionada à gestão pública para criticar fortemente o que chama de “aniquilamento da federação”. Na opinião do potencial candidato dos tucanos em 2014, esse aniquilamento, claro, estaria sendo provocado pelo PT e pela presidente Dilma.
O tucano criticou também o que chama de visão “messiânica” do governo federal em relação aos investimentos sociais. Sobre a federação, alertou para a concentração da arrecadação tributária nas mãos da União: “Os municípios estão virando administradores de folhas de pagamento”, frisou.
Leia trecho da matéria de Fernando Exman, do Valor Econômico:
Potencial candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) voltou ontem a criticar a presidente Dilma Rousseff e o modo do PT de governar. Sem citar nomes, o tucano criticou a visão "messiânica" em relação a investimentos na área social, e disse que uma gestão pública eficiente garante melhores resultados à população. Ele acusou também o Executivo de ser "pouco generoso" com Estados e municípios e de estar provocando um "aniquilamento" da Federação.
O palco das críticas foi a abertura do Congresso Brasileiro de Gestão Pública Municipal e da XIII Conferência das Cidades. O evento foi realizado com o apoio da frente parlamentar mista para o fortalecimento da gestão pública, grupo suprapartidário do qual Aécio é vice-presidente. "Não existe maior medida de alcance social que a boa aplicação do dinheiro público", destacou o parlamentar. "É apenas a gestão eficiente que produz resultados sociais efetivos."
Na visão de Aécio, a administração pública deve estar apoiada num tripé formado pela meritocracia e qualificação da burocracia, uma transparência que dê ao gestor o apoio da população até mesmo na execução de medidas impopulares e a definição de metas. O senador defendeu o pagamento de bônus aos servidores públicos, caso essas metas sejam alcançadas. "Com isso, você constroi uma relação proativa."
Ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves alertou que a concentração da arrecadação tributária nas mãos da União e o aumento das responsabilidades de Estados e municípios têm provocado um "aniquilamento" da Federação. "Os municípios estão virando administradores de folhas de pagamento", frisou. "Os prefeitos precisam se articular com o Congresso Nacional para construirmos juntos a agenda da federação."
No mesmo evento, o presidente do Conselho de Administração da Gerdau e da Câmara de Gestão criada pelo governo federal, Jorge Gerdau, lembrou os gestores públicos presentes que a gestão eficiente da máquina pública é um fator decisivo para a conquista de um maior "Ibope" junto ao eleitorado. O empresário citou como exemplos de sucesso as administrações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do próprio Aécio em Minas. Ambos são cotados para disputar a eleição presidencial de 2014. Nesse momento, uma parte da plateia aplaudiu Aécio Neves. "Eu não pedi as palmas", brincou Gerdau. Em resposta, Aécio depois chamou Gerdau de "guru" e lembrou do esforço do empresário para ajudá-lo em seu governo.
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