Aécio vê "final prematuro" do governo Dilma
"O sentimento que fica ao final da entrevista (concedida por Dilma à Folha de S.Paulo) é o de um governo incapaz de novas iniciativas, refém das circunstâncias que o cercam", comentou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), apontando uma "evidente obsessão do PT com o ex-presidente Fernando Henrique"; na entrevista, Dilma comparou dados de emprego e inflação de seu governo com os de FHC; "Ao insistir em comparar o seu governo com a gestão do ex-presidente, a presidente Dilma zomba da inteligência dos brasileiros, ao tratar apenas de números absolutos", criticou
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247 - Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que o governo Dilma Rousseff "chegou ao seu final de forma extremamente prematura". O pré-candidato à Presidência comentava a entrevista em que Dilma disse que o ex-presidente Lula "não vai voltar porque ele não saiu", publicada pela Folha de S.Paulo neste domingo.
"O sentimento que fica ao final da entrevista é o de um governo incapaz de novas iniciativas, refém das circunstâncias que o cercam", comentou Aécio, apontando uma "evidente obsessão do PT com o ex-presidente Fernando Henrique". Na entrevista, Dilma disse que foram criados 4,4 milhões de empregos em seu mandato, enquanto o ex-presidente, em todo o primeiro mandato, criou pouco mais de 824 mil.
Dilma também destacou que há dez anos se cumpre a meta de inflação no país, e que na gestão do ex-presidente essa meta foi descumprida em três dos quatro anos em que vigorou. "Ao insistir em comparar o seu governo com a gestão do ex-presidente, a presidente Dilma zomba da inteligência dos brasileiros, ao tratar apenas de números absolutos, ignorando as gigantescas diferenças entre as conjunturas das duas épocas", rebateu Aécio.
O tucano disse ainda que o governo do PT copia várias iniciativas ga gestão do PSDB, mas "perdeu a oportunidade de dar um passo concreto na direção do pacto pela verdade" ao propor a suspensão dos sigilos decretados sobre financiamentos oficiais oferecidos para obras no exterior e dos cartões corporativos da presidência.
Aécio aproveitou ainda para criticar a decisão da presidente de não reduzir o número de ministérios. Para ele, a medida deveria reduzir custos e não será tomada "mesmo contrariando opinião de aliados".
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