Aécio foca partidos da base de Dilma no Nordeste
Objetivo do tucano é conversar com os caciques da oposição de cada estado e sondar os partidos da base da presidente Dilma Rousseff que poderão ficar livres nas coligações locais, como o Partido Progressista (PP) e o PMDB de Geddel Vieira Lima na Bahia; o ex-ministro das Cidades e presidente do PP na Bahia, deputado Mário Negromonte, por exemplo, desconversa sempre que é questionado sobre a possibilidade de apoiar o senador, mas não a descarta; assuntos proibidos nas reuniões serão José Serra e metrô de São Paulo
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Bahia 247
A turnê nordestina do senador mineiro Aécio Neves que acontecerá em meados do próximo mês terá início em salvador, provavelmente entre os dias 18 e 25. Com clima de palanque, o pré-candidato tucano à presidência da República fará discursos inflamados nas entrevistas coletivas abordando, sobretudo, obras atrasadas do governo federal e inflação, apesar da estabilidade apresentada no último mês de julho.
Mas fora da mídia, o objetivo do senador é conversar o máximo possível com os caciques da oposição de cada estado e sondar os partidos da base do governo da presidente Dilma Rousseff que poderão ficar livres nas coligações locais, como o Partido Progressista (PP) e o PMDB de Geddel Vieira Lima na Bahia.
O ex-ministro das Cidades e presidente do PP na Bahia, deputado Mário Negromonte, por exemplo, desconversa sempre que é questionado sobre a possibilidade de apoiar o tucano, mas não descarta a hipótese.
Já o PMDB, que tem Geddel como candidato ao Governo da Bahia, prefere apoiar uma possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB. Mas as informações do PSDB em Salvador são de que Aécio vai conversar com os peemedebistas também. Afinal, o partido é oposição ferrenha ao governador Jaques Wagner, do PT, e integra o governo municipal de ACM Neto, do DEM.
E a pedra no sapato do senador continua a ser seu correligionário José Serra, o 'eterno candidato'. Segundo o site Bahia Notícias, "uma fonte do PSDB" lhe "confidenciou" que o ex-governador de São Paulo proibiu qualquer aliado de fazer comentários em seu nome.
"Serra disse que não autoriza ninguém a falar por ele. Só ele que vai dizer qual o próprio futuro político e temos de aguardar".
Mas, ainda conforme o Bahia Notícias, a ordem é negar qualquer desgaste, o que pode se transformar em certo alívio no momento em que crescem as denúncias contra o cartel no metrô paulista.
As conversas com o governador de Pernambuco e também pré-candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), têm sido "pessoais e constantes", mas com apenas um interlocutor, o próprio Aécio.
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