Aécio e Vargas vão continuar briga na Justiça
As partes não conseguiram chegar a acordo. Senador tucano pede R$ 500 mil ao deputado petista, que afirmara, pelo Twitter, que o mineiro teria encomendado um dossiê contra Serra. Dados fiscais acabaram originando o livro "A Privataria Tucana"
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Minas 247 - O senador tucano Aécio Neves (MG) e o deputado federal petista André Vargas (PR) não conseguiram chegar a um acordo na Justiça. A tentativa foi feita nesta segunda no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. Em outubro, Aécio processou Vargas pedindo R$ 500 mil por calúnia. O petista, que também é secretário de Comunicação do PT, acusou o ex-governador mineiro de ter mandado, em 2010, confeccionar um dossiê contra o José Serra, naquele ano candidato dos tucanos à presidência da República.
Na época, em plena disputa eleitoral entre Serra e Lula, parte da imprensa apelidou a polêmica de “dossiegate”. Nessa linha de pensamento, o comitê eleitoral de Dilma Rousseff teria quebrado sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB, além de familiares do próprio Serra. As denúncias provocaram polêmica e enfraqueceram a candidatura Dilma. Até que Vargas, no Twitter, atribuiu as violações fiscais a uma suposta encomenda de Aécio para prejudicar Serra - os dois rivalizavam pelo posto de liderança maior do PSDB no país. A insinuação do secretário de Comunicação do PT era que o petista Fernando Pimentel, amigo do então governador mineiro, teria levado os dados para dentro da campanha dilmista.
O processo movido pelo senador tucano, segundo já afirmou o advogado de Aécio na imprensa, sinalizava com a possibilidade de acordo desde que Vargas fizesse um pedido público e formal de desculpas, também pelo seu Twitter. Além disso, deveria doar os R$ 500 mil a uma instituição carente.
Sem acordo, porém, ambas as partes buscarão testemunhos e provas para se defenderem na Justiça. O advogado do petista, Marcos Gusmão, disse à jornalista Denise Motta, do iG, que o deputado federal teria apenas reproduzido informações divulgadas na imprensa. Vargas não aceitou fazer o pedido público de desculpas.
Uma das partes centrais dessa briga é o jornalista Amaury Ribeiro Jr. Autor do livro A Privataria Tucana, ele alega que, de fato, suas pesquisas sobre Serra começaram quando ainda trabalhava como repórter do jornal Estado de Minas. Na época, Aécio teria sido informado que Serra estaria investigando sua vida e, em represália, pediu que o jornal mineiro fizesse o mesmo, em via contrária (contra o ex-governador paulista).
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