Aécio ataca inflação ancorado em pesquisas
Palácio do Planalto já diagnosticou que a questão inflacionária, especialmente nos alimentos, é hoje uma das principais preocupações dos brasileiros; equipe de Dilma avalia que Aécio aborda o tema com base nos mesmos levantamentos; slogan do mineiro, "País rico é país sem inflação", revela que o tucano pretende esticar ao máximo essa discussão
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247 - Não foi por acaso que o senador Aécio Neves (PSDB/MG) escolheu o slogan "País rico é país sem inflação", parodiando o "País rico é país sem pobreza", da presidente Dilma Rousseff. A questão inflacionária é hoje uma das principais preocupações dos brasileiros, segundo pesquisa encomendada pelo Palácio do Planalto.
Confira, abaixo, a nota de Vera Magalhães, no Painel, da Folha:
O dragão acordou
Pesquisas fechadas em abril que chegaram ao governo federal mostram crescente preocupação da população com a inflação dos alimentos. Os números alarmaram o Planalto porque, embora a popularidade de Dilma Rousseff permaneça alta, pela primeira vez em levantamentos recentes o tema aparece entre os mais lembrados. O QG dilmista acha que Aécio Neves viu números similares e, por isso, bateu na tecla da inflação em suas primeiras falas como presidente do PSDB.
Leia ainda o texto "País rico é país sem inflação" na página de Aécio:
A inflação destrói o poder de compra do dinheiro. Quanto maior a inflação, menos vale o salário, a aposentadoria, a bolsa de estudos, a pensão. Mais difícil fica para pagar as contas e comprar o que é necessário para o bem-estar da família. Para medir a inflação oficial é usado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O governo estabeleceu que a alta dos preços não deveria ultrapassar 4,5% ao ano. Atualmente, o IPCA está em 6,49%.
O pior é que a inflação dos alimentos está ainda mais alta. O preço do feijão preto, por exemplo, subiu 24,79%. O arroz, 29,83%. A farinha de mandioca, o tomate e a batata inglesa são o exemplo do perigo de se brincar com a inflação. Num intervalo de um ano, a farinha disparou 151,39%; o tomate, 122,13%; e a batata, 97,29%.
E o governo está satisfeito. Acha que não tem nada demais. A inflação está voltando justamente por causa da falta de ação. Governo que gasta demais está flertando com a alta dos preços. É o que acontece quando uma administração pública cria 39 ministérios só para acomodar seus aliados partidários. Isso só para citar um exemplo do descalabro da atual gestão.
Todo chefe de família sabe como é ruim para suas finanças quando gasta mais do que ganha. O governo não para de gastar. E gasta mal. Desperdiça dinheiro com a própria estrutura. É preciso parar de brincar com a inflação. É preciso seriedade para cortar o que o governo gasta com seu partido e seus aliados. Quando sobra para os amigos, falta para quem precisa. Falta para o povo brasileiro, que paga um monte de impostos, mas que recebe serviços precários e ineficientes por parte do governo.
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