Advogado e policial trocam agressões em ocorrência na Capital
Marcelo Roriz foi dar suporte a advogada impedida de acompanhar ocorrência pela PM e se desentendeu com policial; OAB divulga imagens (foto) e diz que advogado foi agredido; colega afirma que militar também está com escoriações
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Goiás 247_ A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) afirma que o advogado Marcelo Roriz Soares de Carvalho e Toledo foi agredido por policiais militares na quarta-feira enquanto tentava exercer os direitos de sua profissão. A OAB-GO informa que o advogado foi algemado e colocado no porta-malas de uma viatura e além disso Marcelo ficou marcas de uma coronhada e arranhões no braço. Ele passou por exame de corpo delito no IML.
A Polícia Militar informou que se houve excesso os militares deverão responder pelo ocorrido. O caso de agressão a Marcelo Roriz aconteceu quando ele foi à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da Capital prestar ajuda a outra advogada, Danúbia Campos de Oliveira.
Ela acionou a Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) da OAB-GO, da qual Marcelo faz parte, após ter seus direitos profissionais violados. Danúbia foi impedida de acompanhar a diligência de policiais militares ao imóvel de seu cliente.
Plantonista da CDP, Marcelo Roriz foi ao local. Também barrado, contestou a conduta dos policiais presentes e acabou sendo detido e teve seu celular e gravador apreendidos. Ele gravava toda a conversa, como é procedimento padrão da CDP, o que teria motivado a reação agressiva dos policiais.
Em nota, a OAB criticou a ação dos policiais militares. “Todo tipo de excesso é reprovável. Quando tratam-se de agressões praticadas por policiais, os responsáveis por combater a violência, tornam-se fatos graves. Um advogado foi agredido e isso é muito grave. A OAB-GO considera abominável todo e qualquer abuso praticado por autoridades”
Policiais militares confirmam desentendimento
Em entrevista ao A Redação, o cabo Carvalho confirmou que a equipe responsável pela ocorrência impediu a entrada da advogada Danúbia Campos, contratada pelo proprietário do espaço apontado como desmanche de veículos. “Impedimos porque ela estava atrapalhando o trabalho da polícia”, afirma o militar.
De acordo com ele, ao chegar ao local, Marcelo Roriz não teria concordado com a atitude dos policiais, o que resultou nas agressões físicas. “O soldado está com vários arranhões nos braços e também alguns hematomas.”
Tanto o advogado que teria sido vítima de uma coronhada quanto o policial foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), onde foram submetidos a exames de corpo de delito. O caso também foi registrado na DEFVRA.
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