Advogado diz que pedófilo está sendo "discriminado"
O defensor de Diogo Nogueira, preso em flagrante abusando de menores em 2009, afirma que a recusa da Ufba de aceitar seu retorno ao curso de medicina é uma atitude "discriminatória e não justificada sob nenhum aspecto"; jurista classifica o professor José Tavares Neto, um dos principais opositores ao retorno do pedófilo, como portador de "patologia" e de "um sujeito perseguidor e praticante de bullying"
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Bahia 247
A tentativa da Universidade Federal da Bahia (Ufba) de impedir o retorno de Diogo Nogueira, preso em flagrante em 2009 pela prática de pedofilia, ao curso de medicina pode lhe render uma ação indenizatória ao estudante por "discriminação". Quem afirma é seu advogado, Luiz Coutinho (foto).
Em entrevista ao Bahia Notícias, o defensor afirma que a recusa da Ufba é uma atitude "discriminatória e não justificada sob nenhum aspecto". Ele classifica o professor José Tavares Neto, um dos principais opositores ao retorno do pedófilo, como portador de "patologia" e de "um sujeito perseguidor e praticante de bullying".
Diogo Nogueira foi preso em flagrante em 2009 abusando de crianças e adolescentes em Arembepe, orla marítima de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Ele cumpriu três anos de medida de segurança no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico por ser condenado por abusar sexualmente de 12 garotos, em 2005.
A juíza federal Lílian da Costa Tourinho, da 16ª Vara Federal, determinou que a UFBA fizess a matrícula do aluno para o primeiro semestre de 2013, para que o jovem não tivesse "prejuízos irreparáveis".
Luiz Coutinho afirma que os crimes de Diogo não lhe tiram o direito de retomar o curso e de ser médico. "É claro que é um aluno que precisa ser visto com outros olhos? Sim. É um profissional que vai ter algum tipo de vigilância constante por ele ter sido exposto? Sim. Mas isso não tira o direito dele de estudar. Diogo passou em um vestibular em que concorreu com mais de 30 pessoas por vaga".
Apesar de o estudante ter sido preso em flagrante, seu defensor diz que "ficou provado que não houve ato libidinoso". Leia aqui a entrevista completa com o advogado de Diogo Nogueira.
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