Advogado Davi Sebba teria sido executado, diz delegado

Delegado Murilo Polati Rechinelli sustenta que novos depoimentos mostram que policiais mudaram versões. Laudo pericial confirma que cena do crime sofreu alterações. Advogado foi morto durante abordagem policial no estacionamento de um hipermercado em Goiânia

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A Redação_ A versão dada pelos três policiais militares envolvidos na morte do advogado Davi Sebba não é verdadeira. A declaração é do delegado Murilo Polati Rechinelli, adjunto da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que está à frente do caso há cerca de três meses. Ao contestar a versão dada por policiais militares, o delegado provocou uma reviravolta no caso.

O delegado declarou nesta segunda-feira (3) que, segundo depoimentos de duas novas testemunhas, os policiais podem ter mudado a real versão dos fatos. De acordo com Murilo, as testemunhas se contradizem em alguns pontos, mas ambas deixam claro que trata-se de uma execução. Uma informação é compartilhada entre as testemunhas: o tiro que matou o advogado foi dado pelo tenente Ednailton Pereira de Souza e não pelo soldado Jonathas Atenevir Jordão, como foi dito no depoimento dos policiais. Segundo a perícia, a arma, que já foi entregue na na Corregedoria da Polícia Militar (PM), pertencia a Jordão. O que se questiona agora é quem apertou o gatilho na noite do dia 5 de julho.

Segundo o delegado, o laudo pericial feito no local do crime confirma que o local do crime foi modificado, com o recolhimento de alguns projéteis e mudança de local do corpo do advogado. O delegado também afirma que a arma que foi encontrada no banco do carro de Davi também pode ter sido colocada pelos policiais. De acordo com Murilo, o laudo pericial ainda não tinha sido divulgado por falta de indícios que levantassem a possibilidade de uma execução.

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O delegado explicou que as testemunhas foram ouvidas muito tempo depois do ocorrido por causa do medo natural que é intensificado por se tratarem de policiais militares. "Temos outras testemunhsa que poderiam ajudar muito no desfecho do caso, mas todas têm muito medo. Não há intimidação, é um medo natural. Estas que foram ouvidas aceitaram falar porque suas identidades permanecem em sigilo, até mesmo no processo", explica.

Sobre a droga, não há novidades. Nesta segunda-feira (3) o empresário que seria o comprador da maconha confirmou ter visto a droga sob a perna de Davi, mesmo com o posicionamento da perícia de que isso seria impossível, já que a perna esquerda fica próxima à porta do carro. O empresário confirmou ainda a versão de que Davi estaria armado, mas que não teria reagido à voz de prisão. "Algumas medidas judiciais, que ainda não podem ser divulgadas, já foram pedidas e o próximo passo é aguardar", disse Murilo.

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Para o advogado do soldado Jordão, Roberto Rodrigues, as afirmações de Murilo são levianas e as testemunhas não têm valor jurídico. O Jornal A Redação tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação da PM, que não quis se pronunciar.

O caso

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A vítima tinha 38 anos e foi baleada por um policial no estacionamento do supermercado Carrefour, situado no avenida T-9, no setor Vila União, em Goiânia. O agente do Serviço de Inteligência da Polícia Militar (PM), soldado Jonathas Atenevir Jordão, alega que a ação fez parte de uma abordagem de rotina.

Conforme a versão apresentada pela PM, Davi teria reagido à abordagem quando foi baleado pelos agentes. A suspeita é deque haveria comercialização de drogas no local, mas a informação não foi confirmada e nenhum entorpecente foi encontrado em poder do advogado.

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