Advogado admite manobra para desmembrar júri
"Isso era para conseguir um possível desmembramento", entregou Francisco Simim, que assumiu como principal defensor do ex-goleiro Bruno no caso de Eliza Samudio, depois da demissão do advogado Rui Pimenta
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Conjur - O advogado Francisco Simim, que assumiu como principal defensor do ex-goleiro Bruno no caso conhecido como Eliza Samudio, afirmou que o pedido de destituição dos advogados de defesa foi uma manobra para tentar adiar o julgamento do goleiro. Não deu certo. As informações são da Folha de S.Paulo.
De acordo com o advogado, Bruno não tem interesse real de demiti-lo também. "Isso era para conseguir um possível desmembramento", entregou ele.
Simim, que era um defensor secundário de Bruno, assumiu a "titularidade" nesta terça-feira 20 pela manhã quando o goleiro destituiu seu defensor Rui Pimenta em plena sessão. "Ele mandou eu tirar umas férias", disse Pimenta, que continua agora apenas na condução de um Habeas Corpus.
Pimenta ainda disse que ficou surpreso com a decisão de Bruno, mas que irá respeitar. "Eu fui surpreendido [com a decisão]. Ele quis mudar de estratégia", afirmou, ao deixar o Fórum.
Quando questionado se estava preparado para assumir a defesa do goleiro, Simim fez uma comparação com o futebol. "[Estou] preparado, igual jogador de futebol. O advogado vive de resultados. Então, vamos aguardar para saber se eu estava ou não preparado", disse.
Durante a conversa com os jornalistas, o advogado chegou a cambalear e teve de apoiar num muro que dá acesso ao plenário. Nesse momento, perdeu a linha de raciocínio ao tentar explicar sua linha de defesa de Bruno. "Estou muito cansado", disse. Após tentar retomar o tema, disse que vai manter a linha de não haver provas materiais da morte de Eliza Samudio.
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