Acusação contra Perrela envolve merenda escolar
Empresa do ex-presidente do Cruzeiro é suspeita de liderar fraude de mais de R$ 55 milhões aos cofres públicos. Com contratos em várias cidades, a Stillus Alimentação seria favorecida em licitações para fornecimento de comida para escolas públicas, penitenciárias e restaurantes populares
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Minas 247 – Alvimar Perrella, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do senador Zezé Perrella está sendo investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. A suspeita é de participação da Stillus Alimentação, empresa que é dono, em licitações fraudulentas e superfaturamento de contratos. O esquema já teria gerado prejuízos de mais de R$ 55 milhões ao erário.
A operação Laranja com Pequi, da PF, realiza mandados de busca e apreensão em várias cidades de Minas, inclusive na capital, onde realizou operação na casa de Perrella. A casa de José Maria Fialho, vice presidente do Cruzeiro também foi alvo de buscas. Fialho e Perrella são sócios na empresa do ramo de alimentação.
Os indícios de fraude são mais evidentes em Montes Claros, no Norte de Minas. As investigações apontam que a Prefeitura de Montes Claros gastava R$2 milhões por ano no fornecimento de alimentação para as escolas municipais e, após a terceirização desse serviço, passou a gastar cerca de R$12 milhões por ano
Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente comprovam que os empresários do ramo de alimentação atuam de forma a combinar, com antecedência, os preços e condições que serão oferecidas para fornecimento de refeições destinadas à população carcerária, restaurantes populares e escolas públicas. Contam, ainda, com o apoio de pessoas especializadas nas rotinas dos pregões públicos, de modo a dificultar ou restringir a participação de outras empresas nas licitações.
Outro problema encontrado foi que as empresas contratadas estariam recebendo por aluno matriculado nas escolas públicas, e não por aluno efetivamente alimentado, conforme é determinado pelas normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE).
Em Montes Claros já foram presos o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, Athos Mameluque (PMDB), a secretaria de educação da cidade, Mariléia de Souza, o ex-secretário de serviços urbanos João Ferro, o assessor especial da prefeitura, Noélio Oliveira, além do empresário Vitor Oliveira.
Segundo informações do promotor que atua no caso, Eduardo Nepomuceno, ainda não foi solicitado à Justiça a prisão preventiva de Alvimar Perrella, embora a Stillus Alimentação seja apontada com a principal beneficiária do esquema.
Outras cinco empresas estão sendo investigadas. Bom Menu, Gaúcha Alimentos, Gomes Maciel, MC Alimentação e Nutrição Refeição
Com informações do site do Ministério Público de Minas Gerais
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