ACM: "O PT está tentando fazer um terceiro turno"
O prefeito resolveu responder, ainda que de forma indireta, ao deputado Nelson Pelegrino, que está articulando com a bancada dos vereadores do PT para tentar derrubar o projeto de reforma tributária de Salvador; "Vejo que o PT tomou uma decisão sem dialogar com o Executivo e sem trazer sugestões. Todas as críticas do PT são genéricas e sem detalhamento maior. Quem vai pagar o preço alto por estar tentando fazer um terceiro turno da eleição é o PT, porque está contra a cidade, não está contra a administração de ACM Neto"
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Bahia 247
Após diversas investidas que tiveram o silêncio como reação, o prefeito ACM Neto (DEM) resolveu responder, ainda que de forma indireta, à oposição que o deputado federal Nelson Pelegrino tem feito à sua administração.
Derrotado pela quarta vez na disputa pela Prefeitura de Salvador no ano passado, Pelegrino está articulando com a bancada dos vereadores do PT oposição ferrenha ao prefeito, embora não seja esta a postura do governador Jaques Wagner, que inclusive tem projetos de seu interesse papara intervenção na cidade aguardando apreciação no parlamento municipal.
Nas últimas semanas os petistas estão detonando o projeto de reforma tributária de ACM, cuja apreciação é esperada para a próxima terça-feira no plenário da Câmara.
"Vejo que o PT tomou uma decisão sem dialogar com o Executivo e sem trazer sugestões. Todas as críticas do PT são genéricas e sem detalhamento maior. Quem vai pagar o preço alto por estar tentando fazer um terceiro turno da eleição é o PT, porque está contra a cidade, não está contra a administração de ACM Neto", disse o prefeito em entrevista ao jornal A Tarde.
No início da semana o diretório municipal do PT distribuiu documento à imprensa assinado pelos sete vereadores que lhe representam na Câmara dizendo que a reforma tributária do prefeito é "eivada de ilegalidades que a tornam inconstitucional".
ACM Neto participou ontem de reunião mensal promovida pela Fecomércio (Federação do Comércio do Estado da Bahia) e fez palestra exatamente sobre o projeto que remolda o sistema de arrecadação tributária de Salvador.
O democrata voltou a destacar as dificuldades enfrentadas para administrar a terceira maior cidade do país e das ações realizadas desde que tomou posse para minimizar os efeitos do desastre promovido pelo irresponsável João Henrique, que governou Salvador por oito anos conseutivos.
"Herdei uma cidade com uma dívida de R$ 3 bilhões, sendo R$ 566 milhões de curtíssimo prazo. Todos os dias credores batem à porta da prefeitura para receber".
ACM Neto deu outra espetada em Pelegrino ao dizer que não foi eleito para tomar medidas fáceis e eleitoreiras. "Poderia fazer espuma, ganhar tempo, mas a minha obrigação é outra. O meu horizonte de governo são quatro anos, e não apenas 100 ou 200 dias".
O prefeito se comprometeu a incorporar as sugestões apresentadas pela Fecomércio, através do seu presidente, Carlos Amaral, à reforma tributária.
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