ACM e ACM Neto, inigualáveis
Em sua coluna desta quinta-feira (1º) no jornal A Tarde, Levi Vasconcelos faz comparativo e explica o temor de alguns e a tênue crítica dos petistas desolados com a derrota de que o prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), jovem de 33 anos, trará de volta à Bahia o regime carlista; "ACM Neto Tinha luz própria e brilhou na CPI dos Correios, a do mensalão, quando ganhou notoriedade nacional"
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Bahia 247
"Inigualáveis, admito. Insubstituível, não". Frase é do ex-senador, ex-governador e maior liderança política da história da Bahia nas últimas três décadas, Antônio Carlos Magalhães (ACM), o líder do carlismo.
Em sua coluna desta quinta-feira (1º) no jornal A Tarde, Levi Vasconcelos faz comparativo e explica o temor de alguns e a tênue crítica dos petistas desolados com a derrota de que o prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), jovem de 33 anos, trará de volta à Bahia o regime carlista.
Levi lembra que ACM Neto ingressou na política exatamente há dez anos e era tido como o netinho do vovô todo-poderoso, mimado e sem preparo. Os adversários erraram ali pela primeira vez. ACM Neto tinha brilho próprio e brilhou para o Brasil com sua participação na CPI dos Correios, a do mensalão.
Aos 33 anos, o jovem de idade e de política governará a terceira maior cidade do Brasil, a encantadora e atualmente abandonada Salvador. Abaixo a íntegra do texto da coluna Tempo Presente.
ACM e ACM Neto
A pergunta corre em Salvador: o que tem a ver ACM Neto com o avô ACM? O DNA e a grife que deu a alavancagem do prefeito eleito. E só.
ACM já dizia que não existem pessoas insubstituíveis. E fazia a ressalva: 'Inigualáveis, admito. Insubstituíveis, não'.
Ele era um inigualável. Único, para o bem ou para o mal. Justo por isso ACM Neto jamais poderia pretender imitá-lo, nem pelo estilo nem pelo temperamento, embora os adversários, antes e agora, tentem fazer parecer.
Neto foi lançado na política em 2002, na primeira eleição após o escândalo dos grampos envolvendo o avô. Com 23 anos, baixinho, ganhou o apelido de Grampinho. A intenção: apresentá-lo como netinho mimado do vovozão poderoso. Não colou. Tinha luz própria e brilhou na CPI dos Correios, a do mensalão, quando ganhou notoriedade nacional.
A julgar pelo DNA, o de Neto se assemelha ao do tio, Luís Eduardo Magalhães, a habilidade ao invés da truculência. Mesmo assim, agora em 2012, o marketing do PT voltou à carga tirando a história de ACM da tumba para tentar forjar uma versão mambembe do Netinho Malvadeza.
Ao contrário do avô temperamental ao extremo, o único destempero que cometeu foi justo na tal CPI, a famosa surra em Lula. ACM puxou-lhe a orelha. Os dois divergiam, jamais em público ou para o público saber.
Ironia do destino: a tal surra enfim aconteceu (democraticamente) domingo.
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