"Achamos que Dilma olharia para os estados pobres"
Afirmação é do diretor de Assuntos Financeiros e Econômicos do Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia (IAF), Sergio Furquim; segundo ele, a Bahia deixará de receber R$ 8,8 bilhões em oito anos por causa do veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto que previa divisão igualitária dos royalties do petróleo entre estados produtores e não produtores
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Bahia 247
Levantamento do Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia (IAF) revelam que a Bahia deixará de receber R$ 8,8 bilhões em oito anos por causa do veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto que previa divisão igualitária dos royalties do petróleo entre estados produtores e não produtores.
Se o projeto fosse aprovado, segundo o IAF, estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, perderiam dinheiro. A parcela cairia dos atuais 26% para 20% já a partir de 2013.
Os municípios que produzem petróleo e hoje ficam com 26% dos royalties, passariam a receber 15% no ano que vem e 4%, em 2020. Já a parcela de cidades não produtoras passaria de 1,75% para 21% a partir de janeiro.
A parcela dos estados não produtores saltaria de 7% para 21%. Enquanto o estado da Bahia recebeu 452 mi ano passado, a cidade carioca Campos de Goytacazes recebeu um valor equivalente a 1,18 bi. A cidade, que é menor que Feira de Santana, ganhou três vezes mais que a Bahia inteira.
Em 2011, a União em todos os seus impostos e contribuições, arrecadou 698 bi. Desse valor, em São Paulo conseguiu arrecadar um total de 279 bi. Já na Bahia arrecadou 13 bi. "Imagine a diferença de atividade econômica entre esses dois estados, e ainda estão querendo concentrar mais receitas, mais investimentos em lugares que já são mais favorecidos economicamente, como é o caso dos estados do Sudeste", explica o diretor de Assuntos Financeiros e Econômicos do IAF, Sergio Furquim.
Para Furquim, o instituto se vê na obrigação de defender a distribuição dos royalties. "Nós, como defensores dos interesses da Bahia, nos sentimos obrigados em aconselhar ao Estado a correr atrás de investimentos que trazem crescimento para o Estado".
Segundo Furquim, essa é uma receita que cresce em media mais de 25% ao ano, numa inflação de 5%. "Esperávamos que Dilma olhasse para os estados mais pobres e não tivesse vetado o projeto, deixando essa riqueza ser distribuída em todo o país para melhorar a situação de extrema pobreza de regiões como o Norte e Nordeste", desabafa o diretor financeiro do IAF.
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