Acarajé garantido na Copa. Mas fora da Arena
"Quem diz o que vende dentro da Arena é a Fifa. Agora, se ela solicitar a venda de acarajé por ser um patrimônio imaterial da Bahia, teremos o maior prazer em atendê-los, já que estamos qualificando as baianas para caso isso aconteça", explica Ney Campello, titular da Secretaria Estadual para Assuntos da Copa (Secopa)
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Bahia 247 - O risco absurdo de as baianas não poderem vender acarajé na Arena Fonte Nova durante os jogos das copas das Confederações em 2013 e do Mundo em 2014, está descartado. Quem garante é o secretário Estadual para Assuntos da Copa (Secopa) Ney Campello. Ele afirma que a comercialização do quitute que dá água na boa de turistas de todo o mundo será totalmente liberada.
Reportagem do A Tarde, na edição de hoje, revelou que a atuação das baianas seria proibida num raio de dois quilômetros da Arena Fonte Nova, estádio que vai sediar os jogos das competições.
Segundo Ney Campello, a limitação estipulada pela Fifa é em relação ao marketing de empresas concorrentes aos patrocinadores do mundial e ele informou que os ambulantes poderão comercializar normalmente os produtos, no entanto que sejam produtos relacionados às marcas patrocinadoras. "Muitas empresas, aproveitam dos ambulantes para propagar a sua marca, o que não será permitido", explicou.
Quanto aos acarajés, abarás e diversos quitutes tradicionalmente conhecidos na Bahia, o comércio será totalmente liberado. Mas há controvérsia sobre os produtos vendidos no interior da Arena: "Quem diz o que vende dentro da Arena é a Fifa. Agora, se ela solicitar a venda de acarajé por ser um patrimônio imaterial da Bahia, teremos o maior prazer em atendê-los, já que estamos qualificando as baianas para caso isso aconteça", explicou.
Ou seja, os quitutes não serão comercializados dentro do estádio.
Essa medida da Fifa começa a vigorar 21 dias antes da realização dos eventos e valerá apenas durante o período da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo 2014. Durante qualquer outro evento realizado na Arena, a comercialização voltará ao normal.
O acarajé, quitute tradicional, é tombado pelo Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial da Bahia.
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