Ação popular pede suspensão do calendário do Enem
De acordo com a ação movida pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), "a desigualdade ao acesso à internet, em que os mais pobres são os que mais sofrem, e sua significância no acesso à educação durante a pandemia tem a potencialidade de falsificar os resultados do Enem"
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247 - A juíza Ana Lucia Petri Betto, da 6ª vara Cível Federal de São Paulo, deu um prazo de 72 horas para que o Ministério da Educação, por meio da Advocacia Geral da União (AGU) e o Instituto Nacional Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), se manifeste em uma ação popular que pede a suspensão do calendário do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por conta da pandemia do novo coronavírus. A ação foi movida pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP). As provas estão marcadas para acontecer entre os dias 1 a 8 e 22 a 29 de novembro.
"Nem todos os estudantes têm condições para manter os estudos durante a pandemia ou sequer possuem acesso às ferramentas necessárias para o ensino a distância. Tampouco pode-se afirmar que as escolas, principalmente as públicas, que sofrem com falta de recursos, possuem a estrutura necessária para manter uma educação de qualidade neste período. 07. A desigualdade ao acesso à internet, em que os mais pobres são os que mais sofrem, e sua significância no acesso à educação durante a pandemia tem a potencialidade de falsificar os resultados do Enem, no que diz respeito à concorrência entre candidatos que, mais do que nunca, terão oportunidades discrepantes quanto ao acesso ao estudo e às universidades", argumenta a ação popular.
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