À PF, Joesley diz que “não tinha como saber impacto da delação sobre as ações”

Após quase cinco horas de depoimento, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, deixou a sede Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, no início da tarde de hoje (9), sem falar com os jornalistas; à PF, ele afirmou que "não tinha como saber" a data da divulgação de seu acordo de delação premiada e que, portanto, não tinha como saber o impacto que isso teria nas ações da companhia; de acordo com o Ministério Público Federal, os controladores da JBS podem ter evitado a perda de R$138 milhões com a venda de ações às vésperas de os executivos da empresa assinarem acordo de delação premiada

Após quase cinco horas de depoimento, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, deixou a sede Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, no início da tarde de hoje (9), sem falar com os jornalistas; à PF, ele afirmou que "não tinha como saber" a data da divulgação de seu acordo de delação premiada e que, portanto, não tinha como saber o impacto que isso teria nas ações da companhia; de acordo com o Ministério Público Federal, os controladores da JBS podem ter evitado a perda de R$138 milhões com a venda de ações às vésperas de os executivos da empresa assinarem acordo de delação premiada
Após quase cinco horas de depoimento, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, deixou a sede Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, no início da tarde de hoje (9), sem falar com os jornalistas; à PF, ele afirmou que "não tinha como saber" a data da divulgação de seu acordo de delação premiada e que, portanto, não tinha como saber o impacto que isso teria nas ações da companhia; de acordo com o Ministério Público Federal, os controladores da JBS podem ter evitado a perda de R$138 milhões com a venda de ações às vésperas de os executivos da empresa assinarem acordo de delação premiada (Foto: Aquiles Lins)


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Infomoney - Em depoimento à Polícia Federal que durou quase cinco horas, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, afirmou que "não tinha como saber" a data da divulgação de seu acordo de delação premiada e que, portanto, não tinha como saber o impacto que isso teria nas ações da companhia.

Joesley depôs nesta quarta-feira (9) no inquérito da PF que investiga a venda de ações nos dias que precederam a divulgação de seu áudio com o presidente Michel Temer e as aplicações no mercado de câmbio. O empresário garantiu 'regularidade' das operações de venda de ações.

"Eu não tinha como saber a data da divulgação nem a extensão do impacto sobre o preço das ações", afirmou Joesley. Tanto Joesley quanto Wesley Batista tiveram ganhos extraordinários no mercado de dólares e de ações logo após o vazamento das informações, que criaram o caos na bolsa.

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A delação de Joesley e dos outros executivos da JBS foi tornada pública no dia 17 de maio, por meio de um áudio entre ele e Temer. No dia seguinte, a bolsa desabou 8,8% e o dólar disparou. Na avaliação dos investigadores, as empresas do grupo lucraram na aquisição de US$ 2,8 bilhões e evitaram prejuízo de quase R$ 140 milhões.

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