"A João o que é de João"
O prefeito João Henrique (PP) quebrou o silêncio sobre a guerra entre os três principais candidatos à sua sucessão, ACM Neto (DEM), Mário Kertész (PMDB) e Nelson Pelegrino, pela titularidade que quem participou mais de seus oito anos de governo e de quem tem seu apoio: "Todos os partidos que participaram, e muito, das minhas duas gestões... Na primeira eleição, eu venci a direita com o apoio da esquerda. Na segunda, eu venci a esquerda com o apoio da direita. Com a exceção do PSOL (de Hamilton Assis), todos participaram da gestão e agora não querem nem reconhecer as coisas boas que fizemos juntos"
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Bahia 247
O prefeito João Henrique (PP) alertou os candidatos à sua sucessão sobre as promessas "incumpríveis" (sic) que eles têm feito para conquistar o eleitorado. "Eu tenho visto por aí promessas que, com certeza, criando um termo novo que não existe no vocabulário português, são incumpríveis. Você tem a superpopulação e uma receita que mal dá para manter e conservar a cidade. Então, como fazer ainda novos investimentos?", questionou o progressista e, entrevista ao site Bahia Notícias.
João disse que não tem acompanhado os debates na TV, mas tem sido comunicado das frequentes investidas contra a sua gestão pelos seus secretários e disse que o que estão fazendo com sua gestão é uma "covardia política".
O prefeito resolveu quebrar o silêncio sobre a guerra dos três principais candidatos, ACM Neto (DEM), Mário Kertész (PMDB) e Nelson Pelegrino, pela titularidade que quem participou mais de seus oito anos de governo e de quem tem seu apoio.
João garantiu que não está com Neto nem com ninguém. "Nós estamos neutros e vamos até o fim (das eleições) neutros. Na verdade, o DEM não indicou ninguém. Eu quis convidar e convidei". Apesar do gesto de reconhecimento, JH não considerou como "ingratidão" a declaração de Neto no debate da TV Aratu desta terça-feira (2), de que, se eleito, recomendará aos possíveis vereadores do seu partido que votem pela rejeição das suas contas, caso a apreciação venha ser realizada pela nova composição da Câmara Municipal.
"Todos os partidos que participaram, e muito, das minhas duas gestões"
E mais uma vez João Henrique, o terceiro pior prefeito do Brasil, segundo avaliação dos soteropolitanos, falou de sua pretensão de ser candidato a governador da Bahia em 2014. Na sua concepção, não só o postulante do DEM, mas Da Luz (PRTB), Márcio Marinho (PRB), Mário Kertész (PMDB) e Nelson Pelegrino (PT), assim como as suas respectivas legendas, têm receio de que ele venha mesmo a entrar na disputa.
"O fato é que, em todas as eleições, a gente começa em último lugar e termina em primeiro. Isso é medo do futuro, de um modo geral. Essas críticas assim unânimes de todos os partidos que participaram, e muito, das minhas duas gestões... Na primeira eleição, eu venci a direita com o apoio da esquerda. Na segunda eleição, eu venci a esquerda com o apoio da direita. Para falar a verdade, com a exceção do PSOL [de Hamilton Assis], todos participaram da gestão e agora não querem nem reconhecer as coisas boas que fizemos juntos", disse João.
Sobre os argumentos, com ar de exemplo de moralidade, por parte do peemedebista Mário Kertész de que não tem qualquer vínculo com seu governo, João Henrique ironizou. "O partido tem, né? E teve também Transalvador, mas eu não quero polemizar com isso não. Já está acabando o primeiro turno e tem pessoas que não vão nem ao segundo turno. Outra coisa, o PSC até hoje é meu aliado. Está à frente hoje da Previs [Instituto de Previdência de Salvador]. Então, se o secretário da Secult está com ACM Neto, o presidente da Previs apoia o candidato do PMDB. Isso é fruto da nossa neutralidade".
João se reelegeu em 2008 pelo PMDB com apoio pessoal e incondicional do então ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, hoje vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa e inimigo do prefeito.
O prefeito garantiu ainda que, independentemente do vencedor do pleito de domingo (7) ou do próximo dia 28, fará uma transição de governo tranquila e não deixará dívidas, excesso de lixo e buracos, "como ocorreu em outras gestões".
"A João o que é de João"
E para fechar a entrevista com chave de ouro: "Dos 500 mil novos empregos no estado, 200 mil foram da capital. No estado tudo bem, pode ter tido lá 300 mil novos empregos, mas os 200 mil de Salvador não têm como descolar do PDDU. A César o que é de César. A João o que é de João", disse João Henrique, o poeta (?).
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