A CPI subiu no telhado

Ao declarar que pode entregar um “relatório consistente” até 4 de novembro, o relator Odair Cunha (PT-MG) dá um forte indicativo de que base governista não estaria interessada na prorrogação dos trabalhos da comissão que investiga os esquemas de Carlinhos Cachoeira; PSDB nega acordo para interromper a investigação; parlamentares que defendem a prorrogação dos trabalhos se mobilizam na coleta de assinaturas para pedir o prolongamento das atividades do colegiado

A CPI subiu no telhado
A CPI subiu no telhado (Foto: Edição/247)


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Goiás247_ No calor da discussão sobre uma possível prorrogação dos trabalhos da CPI do Cachoeira, o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirma já ter condições de apresentar seu relatório antes de 4 de novembro, prazo oficial para encerramento das atividades da comissão. O parlamentar garante ainda ter “elementos fortes e contundentes” sobre o trabalho da organização criminosa, que, na opinião dele, continua atuando, apesar da prisão de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tido como líder da quadrilha que explora jogos ilegais em Goiás e no entorno do Distrito Federal.

“Não é verdade que se os trabalhos não forem prorrogados os fatos não serão investigados. Não vou antecipar o relatório, mas muito já foi feito. Com as informações que nós temos hoje em poder da CPMI já podemos produzir um relatório consistente”, afirmou.

Na noite da terça-feira (9), após a reunião realizada pela CPI para ouvir o deputado Carlos Leréia (PSDB-GO), o relator lembrou que a comissão parlamentar de inquérito tem prazo determinado para acabar, e uma prorrogação só seria possível por meio de uma decisão colegiada. “A CPI tem prazo certo e prazo existe para ser cumprido. Até que seja alterado, trabalho com essa realidade: entregar o relatório final até o dia 4 (de novembro)” – disse.

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Para o vice-presidente da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a decisão de adiar os trabalhos só pode ser tomada após um balanço do que ainda está por ser feito. “É preciso olhar o estágio atual das investigações e como está o relatório. E isto deve ser feito a partir de uma discussão da qual participe presidente e relator.  No mais tardar na semana que vem, haverá uma definição”, adiantou.

Assinaturas

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Enquanto o assunto não é decidido, os parlamentares que defendem a prorrogação dos trabalhos já estão se mobilizando. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse na terça-feira (9) que começou a colher assinaturas para pedir o prolongamento das atividades do colegiado. Para ele, é preciso continuar investigando, diante da existência de mais de 500 requerimentos para serem apreciados.

Lideranças

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A decisão sobre a prorrogação do prazo de funcionamento da CPI pode sair na próxima terça-feira (16), quando haverá uma reunião entre líderes partidários no gabinete do presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Para quarta-feira (17), está agendada uma reunião administrativa, quando deve ser votada parte dos requerimentos pendentes.

Na terça-feira o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) negou que partidos de oposição tenham feito acordo com PT e PMDB para encerrar prematuramente a CPI do Cachoeira. De acordo o senador, a existência do acordo, divulgada pela imprensa, não procede. “O que queremos é a prorrogação dos trabalhos.”

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Na avaliação de Alvaro, há um volume imenso de trabalho para a CPI, incluindo o aprofundamento da investigação do desvio de dinheiro público pela construtora Delta, por meio de empresas fantasmas. Segundo o senador, a continuidade dos trabalhos é essencial para permitir a responsabilização dos participantes do esquema de superfaturamento de obras e pagamento de propina.

Instalada oficialmente em abril, a CPI Mista do Cachoeira tem prazo para funcionar até 4 de novembro, mas pode ser prorrogada por mais até 180 dias. Para isso, é necessária a anuência de 171 deputados e de 27 senadores, ou seja, de 1/3 dos representantes de cada Casa do Congresso Nacional.

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(Com informações da Agência Senado)

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