A Câmara de Aracaju precisava deles

Novos parlamentares da capital se legitimam pela verdade com quem têm tratado temas importantes aos aracajuanos; Lucimara, num ato corajoso, relatou caso de violência sexual que sofreu há 13 anos, se tornando assim a defensora natural do tema; Lucas Aribé, que possui deficiência visual, tem levantado a bandeira dos que enfrentam as barreiras da indiferença e do desrespeito; há ainda os vereadores "de bairro", que representam comunidades periféricas de Aracaju e têm levantando demandas importantes do povo mais simples

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Valter Lima, do Sergipe 247 – Passado pouco mais de um mês desde que os novos vereadores de Aracaju começaram a atuar (primeiro, durante a convocação extraordinária feita pelo prefeito João Alves Filho; depois, desde o início efetivo dos trabalhos legislativos em 19 de fevereiro), percebe-se que a grande renovação, feita pelas urnas de outubro de 2012, fez bem ao parlamento municipal.

Além de vereadores mais identificados com o povo, que defendem com ardor suas comunidades, dois nomes se destacam entre os 24 legisladores da capital. São os parlamentares de oposição Lucas Aribé (PSB) e Lucimara Passos (PC do B). Ambos têm desenvolvido um trabalho muito inteligente e em defesa de bandeiras extremamente relevantes.

Na semana passada, a vereadora Lucimara Passos surpreendeu a todos quando ocupou a tribuna, num gesto corajoso e grandioso, para contar que já foi vítima de violência sexual. A fala da parlamentar, emocionada, serviu para estimular mais mulheres a superar o medo e lutar contra a impunidade. Foi o modo mais legítimo de comemorar o Dia Internacional da Mulher. Para se ter uma ideia da importância do tema, no ano passado, 2.800 mulheres registraram queixas contra violência só em Sergipe. Este ano, já são 600 boletins.

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De mesmo modo, desde que falou pela primeira vez em plenário, Lucas Aribé tem mostrado que as pessoas com deficiência careciam, realmente, de um representante no parlamento. É um contingente de cidadãos, que por muito tempo estiveram escondidos nos cantos e que hoje lutam por igualdade. E Lucas tem sabido deixar a sua mensagem e a sua defesa irrestrita. Em Sergipe, 25,09% da população possui algum tipo de deficiência. Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado foi o oitavo do país com o maior percentual de pessoas com deficiência. 518.901 pessoas declararam possuir deficiência, seja motora, visual, auditiva ou mental, em algum nível, no Estado. 

O que se depreende de Lucimara e Lucas é a legitimidade. Ela, que por ter sido vítima de violência sexual, tem a sensibilidade e a verdade necessária para tratar do tema. Ele, por sua vez, por ser uma pessoa com deficiência visual, conhece, no cotidiano, as dificuldades impostas pelo concreto, pela indiferença e pelo desrespeito.

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Em decorrência disto tem sido de grande valia acompanhar as sessões da Câmara, menos político-partidária e mais político-social. Além disso, o prefeito de Aracaju tem dito que ouvirá mais os vereadores, por isso, se torna tão importante que as demandas das comunidades estejam na pauta do dia a dia do parlamento municipal.

Na semana passada, por exemplo, o vereador Anderson de Tuca (PRTB) cobrou da administração municipal a reforma da Praça Dom José Thomaz, no Bairro Siqueira Campos, hoje um local tomado pelas drogas e pela violência, mas que já foi espaço de lazer de famílias inteiras. Outros vereadores também têm levantando demandas da periferia. Importante demais que se faça isso. É o que as pessoas que confiaram o voto neles esperam!

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Há, claro, além dos vereadores já citados, um grupo de parlamentares muito qualificado, como o médico Emerson Ferreira (PT) e Iran Barbosa (PT), além da mais novata Emília Correa (DEM), que também elevam a qualidade do debate na Câmara. São vozes de diferentes categorias, que também esperam ser bem representadas, ouvidas e atendidas em seus pleitos. 

Além disso, a boa atuação de todos esses parlamentares deve servir de exemplo para um grupo mais acanhado, que pouco fala, pouco reivindica e pouco representa. Ocupam apenas cadeiras e dizem amém para os projetos do Poder Executivo. A estes, o povo saberá cobrar quando chegar a hora e caso não se tornem efetivamente representantes dos interesses das comunidades e da sociedade organizada não merecerão continuar onde hoje estão.

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