A busca de Eduardo por um palanque forte
Em busca de ganhar musculatura em torno da sua potencial candidatura presidencial em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), está buscando apoio junto a legendas que não estão associadas ao PT, além de tentar angariar a simpatia das novas legendas que estão em fase de gestação como o Mobilização Democrática (MD), fruto da fusão entre PPS e PMN, e o Rede, da ex-ministra Marina Silva; esta engorda pode suprir uma necessidade premente do PSB: a criação de palanques fortes em estados como São Paulo
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Paulo Emílio_PE247 - Em busca de ganhar musculatura em torno da sua potencial candidatura presidencial em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), está buscando apoio junto a legendas que não estão associadas ao PT, além de tentar angariar a simpatia das novas legendas que estão em fase de gestação como o Mobilização Democrática (MD), fruto da fusão entre PPS e PMN, e o Rede, da ex-ministra Marina Silva. A engorda, feita junto a dissidentes da base governista e também dos partidos de oposição, pode suprir uma necessidade premente do PSB: a criação de palanques fortes em estados como São Paulo.
Neste ponto, a briga do PSB contra o projeto de lei que impõe uma série de restrições às novas siglas faz sentido. Além do já anunciado possível apoio por parte do MD ao PSB, a criação do Rede, capitaneado por Marina Silva, que teve cerca de 19 milhões de votos na última eleição presidencial, levaria pelo menos quatro candidatos fortes a disputarem o comando do Executivo Federal: Dilma Rousseff (PT) Eduardo Campos, Marina Silva e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), o que poderia levar a disputa a ser decidida somente em um segundo turno.
Uma das expectativas está depositada junto à movimentação do tucano José Serra, que encontra-se cada vez mais isolado e insatisfeito dentro do PSDB. Caso Serra migre para o MD, ele teria vez para disputar o governo de São Paulo e, como o MD já prometeu o apoio da legenda a Eduardo, estariam criadas as condições para que o PSB tenha um palanque forte, herdado em grande parte do racha interno por que passa a legenda tucana.
O DEM é outro partido que tem observado a movimentação de Campos com entusiasmo. Nesta semana, uma das principais lideranças do partido em Pernambuco, o ex-governador Roberto Magalhães, defendeu que o partido se alie ao PSB. Uma parcela do PDT também deseja uma aproximação maior com a legenda socialista. Nesta linha, os maiores expoentes seriam os senadores Cristovam Buarque e Pedro Taques, que trabalham para levar a legenda a apoiar Eduardo.
Mas, de acordo com o jornal Valor Econômico, não está descartada a possibilidade de que Eduardo Campos recue de suas pretensões caso os ventos não lhe sejam favoráveis. Neste aspecto, o governador deverá anunciar se irá concorrer ou não ao Planalto somente em dezembro. Mas uma sinalização poderá vir já em setembro, quando espera-se que o PSB poderá entregar os cargos que ocupa no Governo Federal.
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